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Reconhecimento

Médica da Fiocruz é umas das 10 cientistas mais importantes do mundo, diz revista Nature

Celina Turchi foi escolhida após pesquisa na Fiocruz que permitiu descobrir uma conexão entre a microcefalia e o vírus da zika

Publicado em 19/12/2016, às 19h42

Turchi se formou em medicina pela Universidade Federal de Goiás / Foto: Divulgação
Turchi se formou em medicina pela Universidade Federal de Goiás
Foto: Divulgação
JC Online

Uma pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco foi escolhida como uma das dez cientistas mais importantes de 2016, de acordo com a revista Nature. Celina Turchi é especialista em doenças infecciosas e foi escolhida após a pesquisa que permitiu descobrir uma conexão entre a microcefalia e o vírus da zika.

Turchi se formou em medicina pela Universidade Federal de Goiás. Ela também se tornou mestre em epidemologia pela London School of Hygiene & Tropical Medicine e doutora pelo Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo. Atualmente, ela atua no Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães da Fiocruz em Pernambuco.

Sobre o estudo

No estudo, foram publicados resultados que demonstraram que o surto de microcefalia ocorrido no Brasil em 2015 foi resultado da infecção do zika vítus. Durante a pesquisa, foram colhidas amostras de sangue de 32 recém-nascidos com microcefalia, entre janeiro e maio deste ano, em oito hospitais públicos do Recife, e de 62 bebês nascidos sem microcefalia nas mesmas unidades de saúde e no mesmo período de tempo. Também foram colhidas amostras de líquido cefalorraquidiano dos bebês com a doença, sendo realizadas análises com o vírus da zika e com anticorpos para o mesmo vírus.

Após uma análise foi verificado que 13 dos 32 casos (cerca de 41% das amostras) tiveram resultados positivos para a presença do vírus ou na corrente sanguínea ou no líquido cefalorraquidiano, enquanto que não houve resultado positivo algum para a presença do vírus nos bebês saudáveis. O estudo segue em operação e deve incluir 200 casos de bebês com microcefalia e 400 de bebês sem a doença.

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