Jornal do Commercio
Cetas Tangara

Bebê quati e coruja-buraqueira são levados para Centro de Triagem da CPRH

Após período de tratamento e readaptação, animais voltarão à natureza

Publicado em 17/04/2017, às 17h47

O bebê quati foi encontrado por adolescentes na Mata do Chié, em Itamaracá / Divulgação/CPRH
O bebê quati foi encontrado por adolescentes na Mata do Chié, em Itamaracá
Divulgação/CPRH
Da editoria de Cidades

Um filhote de quati (mamífero de nome científico Nasua nasua) e uma coruja-buraqueira (Athene cunicularia) são os novos ‘hóspedes’ do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Eles foram levados à sede da Agência na manhã desta segunda-feira (17) e, à tarde, encaminhados ao Centro, onde receberão cuidados e serão preparados para, futuramente, voltarem à natureza. Ambos chegaram à CPRH por entrega voluntária.

O bebê quati passou três dias vivendo em cativeiro no município de Itamaracá, Região Metropolitana do Recife. Foi encontrado no início do feriadão por adolescentes na Mata do Chié, área que fica dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Santa Cruz. Como estava sozinho, um dos jovens resolveu criá-lo, o que é desaconselhável por tratar-se de um animal silvestre. Um conhecido convenceu o jovem a encaminhá-lo ao Centro de Triagem e, assim, o quati foi levado à CPRH.



Como tem poucos meses de vida, será acompanhado por biólogos e veterinários do Cetas Tangara até chegar ao início da fase adulta, quando será solto em seu habitat natural, em área de soltura monitorada pela CPRH. Aparentemente, o animal chegou sem problemas de saúde, mas ainda passará por avaliação.

CORUJA-BURAQUEIRA

Já a coruja-buraqueira foi encontrada no quintal da casa de um morador do Alto do Mandu, Zona Norte do Recife, com sinais de problema em uma das asas. O morador tomou a iniciativa de alimentá-la e levá-la à sede da CPRH, em Casa Forte, realizando assim a entrega voluntária. Em março, 17% dos animais silvestres que chegaram ao Cetas (919) foram por entrega voluntária – o restante veio de apreensões e ações de fiscalização. O índice é visto como um sinal de que a conscientização sobre a importância de cuidar bem dos animais vem crescendo.


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