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Polo Astronômico

Itacuruba quer se consolidar como polo astronômico em Pernambuco

A proposta do polo astronômico no município, situado no Sertão do Estado, será discutida numa reunião no Espaço Ciência, em Olinda

Publicado em 17/04/2017, às 12h56

Exposições permanentes e itinerantes serão realizadas em Itacuruba com apoio do Espaço Ciência / Foto: Divulgação/Espaço Ciência
Exposições permanentes e itinerantes serão realizadas em Itacuruba com apoio do Espaço Ciência
Foto: Divulgação/Espaço Ciência
Da Editoria Cidades

O Espaço Ciência e representantes da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco reúnem-se nesta terça-feira (18) com o prefeito de Itacuruba, Bernardo Maniçoba, para discutir projeto de consolidação do município como polo astronômico. Desde a última quinta-feira (13), Itacuruba passou a nomear o asteroide 10468, graças às pesquisas realizadas no Observatório Astronômico que funciona na cidade, localizada no Sertão de Pernambuco. A reunião será às 10h na sede do Espaço Ciência, no Complexo de Salgadinho, em Olinda, no Grande Recife.

A proposta do Espaço Ciência e da prefeitura é aproveitar o potencial do município para observações celestes e instalar o polo astronômico. "A ideia é sensibilizar a população quanto ao potencial de sua cidade, consolidando Itacuruba como um polo de educação, cultura e lazer associados à astronomia. Isso deverá atrair pesquisadores e curiosos para as observações e atividades que serão desenvolvidas no local”, explica o diretor do Espaço Ciência, Antonio Carlos Pavão.

Nesse sentido, serão realizadas exposições permanentes e itinerantes, a exemplo de planetário inflável, relógio solar e observatório indígena, e atividades de divulgação da astronomia com observações diurna e noturna. De acordo com Antônio Carlos Pavão, o Observatório Astronômico de Itacuruba tem importância internacional pelo trabalho que desenvolve, com o Projeto Impacton. "Eles analisam e monitoram os asteroides, objetos de possíveis impactos na Terra."

Um dos assuntos da reunião, na qual será debatida a proposta do polo astronômico, é a readaptação da iluminação pública da cidade, para eliminar riscos de interferência na visão do céu noturno. “Nosso Sertão já permite uma visão privilegiada. Mas podemos avançar e chamar a atenção para a importância da preservação do céu noturno”, ressalta Pavão.



ASTEROIDE

O asteroide 10468, descoberto em 1981, ganhou o nome de Itacuruba durante o congresso científico Asteroids, Comets, Meteors (ACM), realizado no Uruguai. A novidade ajuda a dar visibilidade ao município e cria um ambiente favorável à implantação do projeto, na avaliação do Espaço Ciência.

O nome foi sugerido pela equipe do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), numa homenagem a Itacuruba, o futuro polo astronômico do Sertão pernambucano. O asteroide Itacuruba está localizado no cinturão principal de asteroides, região do Sistema Solar entre os planetas Marte e Júpiter. Tem um período orbital de 3,58 anos em torno do Sol e um tamanho estimado entre 2 a 5 km de diâmetro.

OASI

O Espaço Ciência acompanha a implantação do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI) desde as primeiras discussões, em 2003, quando o governo federal lançou edital para execução de projeto de monitoramento dos asteroides que pudessem oferecer riscos à Terra, marcando o início do projeto Impacton. “Para se ter uma ideia, todo o Hemisfério Sul só tinha um projeto de observação de asteroides, que era na Austrália”, explica o astrofísico Antonio Carlos Miranda.

A escolha da cidade para sediar o projeto, após várias visitas técnicas, teve dois motivos principais: “O céu escuro e o clima seco facilitam as observações, pois as moléculas de água podem absorver a luz”, explica o astrofísico. O Observatório Astronômico de Itacuruba, que entrou em funcionamento em 2011, recebeu em 2016 certificado da Agência Espacial Europeia (ESA)) por ter sido o único a observar um asteroide que passou bem próximo à Terra.


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