Jornal do Commercio
Meio Ambiente

Em vigor desde 1996, Política de Meio Ambiente do Recife é atualizada

A revisão da lei está sendo conduzida pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da cidade

Publicado em 20/04/2017, às 11h26

A lei prevê o pagamento de seguro ambiental por parte dos postos de combustíveis no Recife / Foto: André Nery/Acervo JC Imagem
A lei prevê o pagamento de seguro ambiental por parte dos postos de combustíveis no Recife
Foto: André Nery/Acervo JC Imagem
Da Editoria Cidades

A Política Municipal de Meio Ambiente do Recife, em vigor desde 1996, está sendo revisada e atualizada para incorporar novos conceitos, instrumentos de preservação e normas criadas nos últimos anos. Passadas duas décadas, é hora de acrescentar ao documento, que norteia a forma de gestão ambiental da cidade, ações que já vêm sendo colocadas em prática.

Com a atualização do documento, o município aproveita para reivindicar ao Estado o recebimento de um percentual sobre a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental. A taxa, prevista em lei federal, já existe e o valor pago pelas empresas é dividido entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e o órgão ambiental estadual.

Dos 100% arrecadados, o Ibama fica com 40% e entrega 60% ao Estado. “Estamos solicitando o repasse de 45% dos 60% destinados ao Estado”, diz o secretário-executivo de Controle Ambiental da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife, Carlos Ribeiro. A minuta do projeto de lei que trata da taxa, e corre em parelelo à revisão da política ambiental, está pronta para ser enviado à Câmara de Vereadores.

“Os recursos vão financiar o sistema de meio ambiente e custear despesas que assumimos desde que passamos a fazer licenciamento ambiental, em 2009. Serão investidos em equipamentos e melhoria nas ações de controle e fiscalização”, afirma. O valor da taxa é definido em função do porte e do potencial poluidor da atividade ou empreendimento. É cobrada a empresas que atuam com óleos, contaminantes e extração mineral, por exemplo.



SEGURO

Outra novidade no texto, que está sendo revisado pela secretaria e pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam), é a inclusão do pagamento do seguro ambiental para atividades e empreendimentos com potencial poluidor considerado de nível alto. “São empresas que trabalham com gás tóxico ou líquidos inflamáveis”, afirma Carlos Ribeiro.

A empresa terá de procurar no mercado apólices de seguro que contemplem a modalidade ambiental, diz o secretário-executivo. Postos de combustíveis da cidade do Recife já foram orientados pela secretaria a adotar essa medida de segurança contra vazamentos, contaminação e outros danos. “A revisão da lei é feita com uma discussão participativa”, destaca.

Além da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente e do Comam, o debate envolveu representantes da sociedade civil, vereadores e integrantes do poder público estadual e municipal. A Política Municipal de Meio Ambiente do Recife é um dos capítulos do Código de Meio Ambiente e do Equilíbrio Ecológico da Cidade, Lei Municipal nº 16.243/96.

“É um documento com orientações, princípios e diretrizes”, destaca Carlos Ribeiro. A inclusão da educação ambiental no sistema público municipal, de acordo com ele, é outra iniciativa adotada no Recife e que estava fora da política de meio ambiente da cidade. A primeira versão do texto foi entregue ao Comam, para análise, em março de 2017. Após aprovação no conselho o projeto de lei seguirá para a Câmara Municipal.


Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Pernambuco Modernista Pernambuco Modernista
Conheça a intimidade de ateliês, no silêncio de casas, na ansiedade de pincéis sujos para mostrar como, quase nonagenária, a terceira grande geração da arte moderna de Pernambuco vai atravessando as primeiras décadas do século 21
A crise que adoece A crise que adoece
Além dos índices econômicos ruins, a recessão iniciada em 2014 no Brasil cria uma população mais doente, vítima do estresse causado pela falta de perspectivas. A pressão gera problemas psicológicos e físicos, que exigem atenção.
Agreste seco Agreste seco
A seca colocou de joelhos uma região inteira. Fez o Agreste sertanejar. Os cinco anos consecutivos sem chuva em Pernambuco ganharam aqui a dimensão de uma tragédia. Silenciosa e diária.

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM