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PARALISAÇÃO

Greve nas federais sem data para acabar

Docentes da UFPE e da Rural decidiram manter movimento. Eles alegam que 45% de aumento, oferecido pelo governo até 2015, contempla apenas 5% da categoria

Publicado em 27/07/2012, às 14h52

Após assembleias realizadas na manhã de ontem, docentes das Universidades Federal (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) rejeitaram a proposta do governo apresentada na última quarta-feira e decidiram manter a paralisação. A União propôs aumento de 25% a 45% até 2015.

Por unanimidade, os professores votaram pela manutenção da greve até que seja apresentada proposta que beneficie todos os servidores. “Este reajuste de 45% será aplicado a menos de 5% da categoria, que são professores titulares e estão no topo da carreira”, explica o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe), José Luis Simões.

Segundo cálculo do comando geral da greve, o reajuste salarial gradativo, que na proposta do governo começa a ser repassado em março de 2013 e vai até 2015, acarretará perdas no final. O comando estima que o percentual não vai acompanhar o índice inflacionário. “Em 2015, em vez de estarmos recebendo um ordenado compatível com a economia, estaremos com perda salarial, tendo em vista que o índice de aumento não acompanhará a inflação do País”, argumentou a professora Elaine Carvalho, que vai representar a categoria em Brasília, na próxima negociação entre o Ministério do Planejamento e os docentes. O encontro está marcado para quarta-feira.

Juntas, Federal e Rural têm aproximadamente 3.600 professores. Segundo o comando de greve, mais de 90% aderiram ao movimento, que se arrasta há 72 dias. De acordo com o presidente da Adufepe, os docentes estão desapontados com o posicionamento do governo e não aceitam apenas aumento do salário. “A luta vai além do aspecto monetário. Nos foi oferecido uma proposta salarial que não condiz com a realidade econômica do País em 2015, quando ocorrerá o pagamento da última parte do reajuste. Também queremos uma reestruturação da carreira acadêmica, sem distinção entre os profissionais das instituições federais, como o Colégio de Aplicação e Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).”

A falta de unificação da carreira do docente é um dos pontos mais polêmicos na pauta das reivindicações. Segundo Simões, a discrepância dos valores é grande. Ele lembra que na maioria das vezes são profissionais com o mesmo nível de titularidade, mas salários diferentes. “A reestruturação da carreira é umas das prioridades na lista de solicitações dos docentes. Não é justo haver distinção entre profissionais que possuem o mesmo título, apenas por não serem professores da universidade. Isso é um empecilho seriíssimo para que eles possam concorrer nos editais internos”, esclareceu.

A próxima reunião para definir o rumo da greve será realizada no dia 1° de agosto, em Brasília, entre representantes do sindicato e do governo federal. No dia 3, está marcada a assembleia que apresentará a nova proposta do governo para a categoria.

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Comentários

Por Severino Amaral,16/08/2012

Assim como todos os professores da rede Federal, os Proferrores da rede Estadual também tem os Salários achatados juntamente com os planos de cargos e carreiras que o governo apresenta sempre, mas imaginem se todos fossem parar porque não consegue o que almeijam, a nação entraria em crise, os alunos não seriam mais graduados e ficariam etrnamente prejudicados. Pensem, será que os professores não estariam sendo por demais egoístas, ou o governo não está nem aí pra educação? Que País é esse?

Por Thiago,29/07/2012

O problema, não é o salário, mas a falta de correção. Diferente da iniciativa privada, os servidores públicos não tem uma data base para corrigir as perdas da inflação, ano após ano o salário é corroído. A greve é sempre a última opção.

Por Elisângela Granja,28/07/2012

Como a falta de compromisso agora em ambas as partes esta tomando conta da situação. Ninguém fala em alunos que estão sendo prejudicados...Deveria haver uma clausula em concursos sobre a consciência de cada salário antes de aceitarem o emprego para nao ter esse movimento tao desgastaste quanto uma greve para as entidades.Como ainda nao existe que o governo entre em um consenso e resolva esse impasse que pessoas inocentes como os universitários já estão bastante prejudicados.

Por Mario,27/07/2012

Aqui na UFSM em consulta a um outro questionamento sobre ponto eletrônico a AGU respondeu a Universidade com um declaração oficial Igualando as duas categorias, gostaria de saber por que isto não vale para salário!!!

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