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ACIDENTE

Avião pilotado por professor da UPE cai na Bahia

O piloto e o passageiro morreram na colisão

Publicado em 14/07/2012, às 17h11

Do JC Online

Ultraleve tinha acabado de decolar em direção a Juazeiro, na Bahia, quando caiu / Foto: Adaílton Santana/AE

Ultraleve tinha acabado de decolar em direção a Juazeiro, na Bahia, quando caiu

Foto: Adaílton Santana/AE

A queda do ultraleve de prefixo PU-JGA, por volta das 11h30 de ontem, no município de Uauá, no Sertão baiano, causou a morte dos dois ocupantes da aeronave. Uma das vítimas foi Nelson Palitot, 54 anos, que trabalhava como professor titular de inglês da Universidade de Pernambuco (UPE), em Petrolina, Sertão de Pernambuco, há três anos. Nelson voava acompanhado do instrutor de voo Fernando Facchinetti D’Oliveira, que também morreu. O ultraleve tinha acabado de decolar em direção à cidade de Juazeiro, na Bahia, quando caiu de bico, distante cerca de 200 metros do campo de aviação.

De acordo com o perito criminal Souzenir da Silva, não houve explosão após a colisão e os corpos foram retirados do interior da aeronave com ferimentos na cabeça. Testemunhas chegaram a afirmar que ventava muito no momento do desastre. As investigações sobre a causa da queda ficarão por conta de uma equipe da Aeronáutica deslocada do Recife para Uauá.

O professor Nelson Palitot era baiano, morava em Juazeiro, e tinha ido de Petrolina para Uauá, onde dava aulas de inglês para estudantes do Ensino Médio, na última sexta-feira. Era casado há 22 anos com a pedagoga Valdirene Palitot, com quem teve duas filhas. Formou-se em letras na unidade da UPE em Petrolina, em 2004. Nelson estava afastado da universidade por licença médica e voltaria às aulas em agosto. “Ele ficou doente, mas já estava se recuperando. Nos comunicamos há 15 dias pela internet e ele estava muito feliz com o retorno. Está todo mundo muito abalado, os alunos estão telefonando direto”, afirmou a diretora da UPE em Petrolina e amiga de Nelson, Socorro Ribeiro.

Ainda de acordo com ela, Nelson teria pedido ajuda ao amigo Fernando Facchinetti para recuperar o documento que garante a permissão para pilotar aviões. “Fazia muito tempo que ele não pilotava. O rapaz que estava com ele era tenente e instrutor de voo”, declarou. Durante o dia, alunos e colegas de trabalho do professor publicaram depoimentos comovidos nas redes sociais. “Você se foi, mas ficará para sempre no coração de quem teve a honra de te conhecer”, afirmou a universitária Rosana Mara Oliveira.

Em sua página no Facebook, Nelson Palitot se definia assim: “sou sertanejo, sou forte, não tenho medo da morte. Sou filho do Juazeiro, das barrancas do Chicão. Eu sou filho do Sertão”. O enterro acontece hoje, em Juazeiro.

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