A abertura do novo posto do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) na Rua da Soledade, Centro do Recife, levou para a via um problema que vem afetando a circulação de pedestres e veículos. Ambulantes que anteriormente tumultuavam as portas da antiga unidade, na Praça Maciel Pinheiro, mesma região, agora ocupam as calçadas e trechos do asfalto em frente ao atual centro de recarga do VEM No local, até barracas de comércio informal foram instaladas no passeio.
Por estarem trabalhando bem próximos ao meio-fio, quase na rua, os vendedores correm risco de serem atropelados. Para se proteger do sol forte, usam sombrinhas e guarda-chuvas. O ambulante Almir Machado, 41, que trabalha há 10 anos nas ruas, disse estar acostumado à situação. “O mesmo sol que levava lá (na Maciel Pinheiro), levo aqui (na Rua da Soledade).” Para ele, o problema mesmo é ter que “fugir da carrocinha”, termo usado para driblar os fiscais da Diretoria de Controle Urbano e de Obras (Dircon) do Recife.
Apesar de achar que os ambulantes podem atrapalhar a circulação na área, o sommelier Arlindo Brito, 43, mostrou-se preocupado com o possível aumento do número de vendedores. “Se ficarem onde estão, tudo bem. Hoje, eles ocupam o canto da calçada.”
De acordo com os ambulantes, funcionários da Dircon estiveram no local no primeiro dia de funcionamento do novo posto do VEM, que abriu terça-feira. Um acordo informal entre o órgão e os comerciantes permitiu que a venda de produtos acontecesse se os trabalhadores carregassem suas próprias mercadorias, sem fixar barracas ou bancas no local. No entanto, ontem era possível ver vários tabuleiros armados com produtos na via.
Além de artigos relacionados ao VEM, como proteção de plástico para os cartões, eles vendem água, lanches e utensílios. “A atividade precisa ser feita em uma área com grande circulação de pessoas. Caso contrário, ninguém vai comprar”, alegou a ambulante Rosário Brandão, 45.
FISCAIS - Em nota, a Dircon informou que não houve autorização para que os ambulantes permanecessem na Rua da Soledade e que não há possibilidade de regulação dos trabalhadores, devido à falta de espaço na via. Fiscais devem atuar na área nos próximos dias.
Comentários
Disse tudo Gene Marinho, parabéns!
Vocês tem toda razão!!! Será que o prefeito "João de Costas", não poderia colocar seus babões para ver o que acontece na cidade? Como bem falou o Gilberto e o Roberto Adriano, se o prefeito tirasse apenas um dia na semana para andar na cidade, dando uma voltinha no Centro, Afogados, Casa Amarela, Peixinhos, Vasco da Gama e etc. acho que se ele também tivesse vontade, iria ver a ZONA que está a cidade do Recife!!! Ambulantes fazendo mercado em cima das calçadas, vendendo de tudo, pirateiros, carrocinhas de churrasco, os carros de lanche estacionados nas vagas na Concórdia, Palmas, Tobias Barreto, enfim uma verdadeira BAGUNÇA!!! Realmente acho que a CTTU, Dircon e etc estão trabalhando contra. E ainda ficou chorando querendo se reeleger!!! Estou fazendo este comentário sem colocar partido político ou, como tem um sr. Ito que faz campanha para políticos, em todas as colunas deste jornal, sempre falando do mesmo candidato e do partido. Este espaço é para falarmos dos problemas administrativos, para que a população, para que a nossa Cidade ( e não sou daqui), seja organizada, limpa sem tantos acumulos de problemas que esta gestão está deixando. Sem politicagem!!!!! Poderia ser com qualquer um prefeito, independente de partido, como nas outras gestões, também aconteceram problemas de ruas alagadas, camelôs e etc. Na prefeitura e no governo estadual!!
Gilberto o maior problema é que as pessoas que o prefeito delegou trabalham contra a sua GESTÃO, isto serve de apreendizado, não confie, saia do seu gabinete e ande pela cidade e veja o que tem de errado, so bastava o meso reservar dois dias na semana pra fazer isto e cobrar urgência, não cumpriu manda pra casa e coloca um que TRABALHE, é simples é so querer.
Senhores leitores, fugindo do transito caotico passei pela Av. da Mustardinha e pelo Mercado de afogados e vi com meus próprios olhos: construções irregulares em alvenaria nas calcadas das avenidas principais, muitos caminhões, ônibus, carroças, bicicletas obstruindo as ruas uma verdadeira zona. A cidade cresce a ritimo acelerado e o interesse em organização pela prefeitura não esta presente. Os salários estão em dia, mas o interesse em trabalhar para arrumar a cidade esta atrasado em longos anos. Vamos criticar e exigir fiscalização do poder publico em relação as invasões das calcadas pelos vendedores ambulantes.
Que deselegante!
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