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ABANDONO

Vandalismo ofusca mural de Brennand

Painel do artista plástico que retrata a Batalha dos Guararapes, no Centro, tem pichação e partes do desenho apagadas

Publicado em 26/07/2012, às 14h21

Vandalismo, desgaste natural e falta de conservação ameaçam a integridade do mural Batalha dos Guararapes, criado pelo artista plástico pernambucano Francisco Brennand 50 anos atrás. Localizado na Rua das Flores, bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife, o painel foi restaurado pela última vez em 2006, numa ação conjunta da prefeitura com o Banco Real (atual Santander).

O mural de 33 metros de comprimento por 2,5 metros de altura encontra-se rabiscado desde 29 de abril de 2010 – o casal de pichadores Deia e Victor teve o cuidado de registrar a data, além dos nomes. Além disso, partes dos desenhos estão cobertos com tinta azul. Há, ainda, prováveis restos de cartazes colados em dois trechos distintos da cerâmica.

No entanto, o problema maior é o abandono da obra de arte. Camadas de poeira cobrem as pedras assentadas na área inferior do painel. Pingos de água de aparelhos de ar-condicionado que batem no chão lançam areia no mural. Alguns desenhos já são invisíveis. A assinatura de Francisco Brennand, com a data 24 de agosto de 1961, também é afetada.

Confeccionado de agosto de 1961 a abril de 1962, o mural conta a história das duas batalhas travadas nos Montes Guararapes (Jaboatão) durante a ocupação holandesa no Nordeste brasileiro (1630-1654). As tropas holandesas foram vencidas pelos luso-brasileiros nos dois confrontos, em 1648 e 1649.
Em junho de 2006, quando viu o painel restaurado, Francisco Brennand comentou: “Se tem uma obra que eu gostaria que perdurasse para a vida inteira é esta. Pois o Brasil passou a ter um endereço certo depois da Batalha dos Guararapes.”

Vendedor de coco na Rua das Flores, José Francisco dos Anjos disse que o mural não passa por limpeza desde a restauração feita seis anos atrás. “Devia ter mais zelo, uma obra dessa não devia estar nessas condições”, lamenta. O ceramista recebeu o Prêmio Interamericano de Cultura Gabriela Mistral, da Organização dos Estados Americanos, pelo conjunto de sua obra, em 1993. O descaso com o painel chegou ao pela Voz do Leitor.

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Comentários

Por Vicente Henrique,26/07/2012

Pichadores nunca vão deixar de pichar! Não existe punição! Nem neste caso nem em qualquer outro! Não temos leis, temos sim, PÉSSIMOS LEGISLADORES (deputados e senadores), todos, mais bandidos doque os pichadores. "Eles" classificam isso como "crime de menor potencial ofensivo" da mesma forma que os crimes de CORRUPÇÃO que esses bandidos engravatados que estão em Brasília estão acostumados a cometer sem que a população reaja como deveria! O chamado Ministério Público é outra brincadeira de mau gosto, só existe no nome e também é composto na sua maioria por bandidos de toga que não estão nem aí para a sociedade manipulada como essa nossa! Quanta imbecilidade desse nosso sistema corrompido!

Por oscar,26/07/2012

enquanto isso os nossos empresários estão empenhados em maiamizar a nossa cidade.

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