O Centro de Artesanato de Pernambuco (Cape) é o primeiro dos antigos armazéns do Porto do Recife a abrir as portas ao público, na próxima terça-feira, depois da reformulação promovida pelo projeto Porto Novo. Com 2,5 mil metros quadrados de área construída, oferece 16 mil peças de 525 artesãos de todas as regiões do Estado, além de área para exposições, auditório e restaurante. O restante do complexo, que inclui terminal marítimo de passageiros e o centro cultural Cais do Sertão Luiz Gonzaga, será entregue em etapas até o segundo semestre de 2014.
Do lado de fora, fachada com grafites do artista Galo de Souza. Por dentro, o Centro de Artesanato reserva o pavilhão de entrada para obras de mestres como J. Borges, Ana das Carrancas, Lula Vassoureiro, Marliete, José Veríssimo, Fida e Nicola entre outros. Somente a loja se estende por 1.000 m², que além dos mestres terá espaços destacados para artesanato contemporâneo, suvenires, têxtil, brinquedos, trabalhos manuais e cestaria.
“Estamos preparados para receber peças de mais e mais artistas. Nossa curadoria está trabalhando para isso. Já temos cadastro de 8 mil artesãos”, acrescenta o diretor de Promoção da Economia Criativa da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Roberto Lessa.
A dona de casa Sílvia Adriana da Silva, 37 anos, que mora em Carpina (Mata Norte) e ontem passeava com a filha pelo Marco Zero, ao lado do Cape, espera ver artistas de sua cidade mostrando criações no local. “Certamente vou voltar para entrar e ver o artesanato, já que hoje (ontem) ainda não abriu.”
Para receber os turistas de fora do País, oito consultores de venda circularão pelo Cape e poderão dar informações em inglês, espanhol, francês e italiano. Na área de alimentação, o restaurante Bistrô e Boteco tem lugar para 400 pessoas e contará com um café e uma sorveteria.
Esse será o segundo Centro de Artesanato de Pernambuco. O primeiro funciona desde 2003 em Bezerros, no Agreste, e mantém museu e loja com 7 mil peças de artesãos pernambucanos. O novo espaço terá fôlderes para divulgar a unidade mais antiga, assim como a Casa da Cultura, no bairro de Santo Antônio.
Leia mais na edição do JC desta sexta-feira
Comentários
Lembra muito as Docas de Belém-PA. Um pouco maior e mais a nossa cara!
Finalmente aquela área está mudando aos poucos pra melhor é claro!!! Passei por lá ontem à noite e realmente está muito bonito,imagino quando estiver tudo pronto.... Se nenhum grupinho de mauricinhos denominado "ocupe" não se pronunciar contra??? À cidade do Recife está precisando de uma cara nova,viva o futuro,viva à modernidade, viva o povo recifense pois gerará mais empregos diretos e indiretos!!!
Centro de Artesanato. Luiz Gonzaga. Pernambuco. De onde tiraram a ideia dessa trilha?
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