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canal do arruda

Um arrastão de limpeza

Ação começou ontem e dever durar 60 dias. A meta é atuar no trecho entre a Avenida Norte e a Bacia do Beberibe

Publicado em 04/01/2013, às 22h20

Do JC Online

Quem mora perto do Canal Vasco da Gama-Peixinhos, mais conhecido como Canal do Arruda, na Zona Norte do Recife, deve ficar um bom tempo sem sentir o mau cheiro de lixo no local. Um mutirão de limpeza foi iniciado, ontem, na área. Os trabalhos de capinação, varredura e pintura de meio-fios continuam hoje e a retirada dos entulhos de dentro da vala com uma draga (escavadeira dragline) será realizada ao longo dos próximos 60 dias. Dos 6 quilômetros de extensão do escoadouro-d'água, 3,5 quilômetros serão limpos. O trecho contemplado fica entre a Avenida Norte e a Bacia de Beberibe, onde há um maior acúmulo de garrafas plásticas, vidro, pedaços de papelão, ventiladores e até colchões.
"O serviço da draga custará R$ 420 mil e o custo dos demais serviços faz parte do contrato de limpeza urbana da cidade. Na realização desse trabalho, estão atuando 140 pessoas”, detalhou o Secretário Executivo de Acompanhamento e Serviços de Campo Rodrigo Molina. De acordo com ele, a limpeza é importante porque o Canal do Arruda é a principal forma de escoamento d'água de bairros como Casa Amarela, Vasco da Gama e Peixinhos.
O prefeito do Recife, Geraldo Júlio, fez vistoria no local na manhã de ontem. Segundo ele, durante todo o mês de janeiro serão realizadas ações como essa em vários pontos da capital pernambucana. “Toneladas e mais toneladas de lixo serão retiradas do Canal do Arruda. O nosso objetivo é que quando chegar a Copa das Confederações (junho deste ano) a cidade já esteja com uma outra cara em relação à limpeza e organização”, afirmou.
Um centro de triagem de resíduos sólidos também será implementado próximo ao canal, pela Prefeitura do Recife, em data ainda a ser definida. Para Geraldo Júlio, é preciso também investir em educação ambiental. “Nossa equipe vai conversar com a comunidade e verificar o trabalho que é feito pelos catadores. Vamos encontrar o caminho para que eles continuem trabalhando e tendo uma renda, e, ao mesmo tempo, vamos manter o canal limpo”.
O bacharel em direito Francisco José de Brito é morador do bairro do Arruda. Para ele, a limpeza deve ser feita ao menos de três em três meses. “A pior parte do canal é a que fica perto do estádio do Arruda (Estádio José do Rego Maciel). Às vezes, as pessoas queimam o lixo que está na vala para melhorar o escoamento e o mau cheiro piora. As plantas também atrapalham o curso-d'água”, contou Brito.
O gesseiro Ronaldo Pereira, também do Arruda, aprovou o mutirão de limpeza e está na expectativa de que o número de insetos em casa e na vizinhança diminua. “Acho muito boa essa iniciativa, porque estava tudo imundo. Creio que isso vai reduzir a quantidade de muriçocas. Mas a coleta de lixo tem que passar diariamente, se isso não ocorrer, as pessoas vão jogar o que não presta na vala novamente”, alertou.
Os moradores de Campo Grande também convivem com o mau cheiro e o visual nada agradável do canal. Um exemplo é Renato Ferreira. Ele trabalha em um salão de beleza no bairro e conhece a realidade do local de perto: “há muito tempo, o canal está sujo demais. Agora, o trabalho de limpeza está ótimo, mas é preciso fiscalização, já que muita gente joga lixo e há até caminhões que despejam metralha na água”.
Para a professora de arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco Ana Rita Sá Carneiro, os canais do Recife precisam ser preservados. “Eles são pontos de mirantes da paisagem da cidade”, comentou. Hoje, às 9h, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos vai iniciar a limpeza da Avenida Maria Irene, onde está localizado o Canal do Jordão. O trabalho será realizado na via e não na vala.




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