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Estado terá parque marinho de naufrágios

A partir de setembro, governo planeja implantar áreas específicas para mergulho e observação de naufrágios na Região Metropolitana

Publicado em 23/04/2013, às 06h58

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Cleide Alves
cleide@jc.om.br

Nos 187 quilômetros do litoral pernambucano sabe-se da existência de mais de 100 navios naufragados. Pelo menos 27 deles, localizados no Grande Recife, vão compor o primeiro Parque Estadual Marinho de Naufrágios de Pernambuco, previsto para entrar em funcionamento a partir do próximo verão, em setembro.

Os frequentadores do parque vão mergulhar com arraias, tubarões, lagostas e uma infinidade de peixes multicoloridos. “Estamos definindo o modelo mais adequado, para conciliar a preservação com uso sustentável”, diz o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Sérgio Xavier.

Coordenado pela Semas, o projeto do Parque Estadual Marinho de Naufrágios já tem recursos assegurados. O governo vai usar parte do dinheiro do fundo de compensação ambiental, pago por grandes empreendimentos implantados no Estado. “Temos cerca de R$ 200 milhões captados”, informa o secretário.

Sábado passado, ele visitou dois naufrágios, para ver de perto o patrimônio subaquático que fará parte do parque. No mergulho, conheceu o vapor Pirapama, afundado em 1889 depois de se envolver num acidente em 1887 e passar dois anos encostado no porto. A embarcação, de casco de ferro, está a 23 metros de profundidade e a seis milhas da costa, entre o Porto do Recife e Olinda.

O secretário também vistoriou o rebocador Servemar, afundado em 3 de junho de 2004 para formação de recife artificial. Com 22 metros de comprimento, a embarcação encontra-se a 24 metros de profundidade e a 3,5 milhas da costa, em frente à Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. “É enorme a diversidade de espécies animais e vegetais nos navios e barcos naufragados”, declara Sérgio Xavier.

Além das embarcações, o parque contará com duas aeronaves. A Semas e os parceiros do projeto pretendem afundar dois grandes aviões para ampliar o acervo dos naufrágios. Especialistas, mergulhadores e pesquisadores de universidades indicarão o lugar mais apropriado. “Pode ser no Recife, Olinda ou Porto de Galinhas, estamos avaliando.”

Leia mais na edição do JC desta terça-feira (23)




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