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Um dia para ir de casa ao trabalho de bicicleta

A ideia nesta sexta-feira é promover o uso da bicicleta para algo além da diversão, estimular novos usuários, diminuir a quantidade de carros nas ruas e pressionar os órgãos públicos a criarem meios para que isso se torne comum

Publicado em 09/05/2013, às 06h16

Eu comecei a utilizar a bicicleta para ir ao trabalho no ano passado. Saio de casa, na Madalena (Zona Oeste do Recife), e vou para Universidade Federal de Pernambuco (mesma região), todos os dias, de bicicleta. É bem perigoso, mas é melhor que ônibus. Faç / Bobby Fabisak/JC Imagem

Eu comecei a utilizar a bicicleta para ir ao trabalho no ano passado. Saio de casa, na Madalena (Zona Oeste do Recife), e vou para Universidade Federal de Pernambuco (mesma região), todos os dias, de bicicleta. É bem perigoso, mas é melhor que ônibus. Faç

Bobby Fabisak/JC Imagem

Maiara Melo
maiaramelo29@gmail.com

Esta sexta-feira (10) é dia de ir trabalhar pedalando. É esta a proposta do projeto De Bike ao Trabalho ou, como é conhecido fora do país, Bike To Work Day, criado em 1956, nos Estados Unidos. A ideia é promover o uso da bicicleta para algo além da diversão, estimular novos usuários, diminuir a quantidade de carros nas ruas e pressionar os órgãos públicos a criarem meios para que isso se torne comum.

A iniciativa foi trazida para o Brasil pelo grupo Bike Anjo, um projeto que funciona em 21 Estados e ensina pessoas a andarem de bicicleta de maneira correta, no trânsito das grandes cidades. O evento acontece anualmente, em vários países, sempre em maio. “Porque é o mês do trabalhador e serve justamente para fazer essa ligação”, contou Lucio Flausinio Dias, voluntário da Bike Anjo. Aqui no Brasil, é a primeira vez que acontece o De Bike ao Trabalho e, em Pernambuco, será realizado sempre na segunda sexta-feira de maio.

Foi da League of American Bicyclists, empresa americana, a ideia de criar um dia para estimular o uso da bicicleta como meio de transporte para o trabalho. “Nós percebemos que dentro das iniciativas dos órgãos públicos de disponibilizar espaço para passeios ciclísticos, há uma demanda de pessoas reprimidas, que usariam a bicicleta para se locomover, mas não têm coragem”, contou Lucio Flausinio.

O medo dessas pessoas vem de casos como o de Ironildo Pereira, que morreu atropelado anteontem, na BR-101, quando seguia para o trabalho de bicicleta. Tentando dar passagem a um ônibus, ele foi subir na calçada, desequilibrou-se, caiu e foi atingido pelo último pneu do veículo. É para mudar esta realidade que grupos como o Bike Anjo disponibilizam dicas de comportamento no trânsito. Só no ano passado, dos 2.385 ciclistas que deram entrada nos hospitais de Pernambuco, vítimas de algum acidente no trânsito, 49 vieram a óbito, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

“Eu tento sempre me impor. Ocupo a faixa inteira, por exemplo. Medo eu tenho, mas tento sempre me deixar visível na rua”, explicou o gerente de tecnologia Felipe Malagueta, 28 anos. Ele utiliza a bicicleta para trabalhar, principalmente, por causa do tempo. “De casa para o trabalho, de carro, eu levo cerca de 30 minutos, para percorrer 8 quilômetros. De bicicleta, o mesmo trajeto, eu faço em 15 minutos”, defendeu.

Quem quiser aderir a campanha pode encontrar outras informações e dicas no site www.debikeaotrabalho.org. Quem ainda não sabe andar de bicicleta ou tem medo de enfrentar o trânsito pode contar com a ajuda de um Anjo Bike, através do site www.bikeanjo.com.br.




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