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Patrimônio

Iphan tomba seis jardins de Burle Marx no Recife

O paisagista Roberto Burle Marx assina 39 projetos de jardins públicos e particulares na cidade, de 1935 até 1990

Publicado em 11/06/2015, às 19h38

O paisagista levou a vegetação da caatinga para a Praça Euclides da Cunha, na Madalena / Foto: Diego Nigro/JC Imagem

O paisagista levou a vegetação da caatinga para a Praça Euclides da Cunha, na Madalena

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Da Editoria Cidades

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou nesta sexta-feira (11), por unanimidade, o tombamento de seis jardins públicos criados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) na cidade do Recife. Com a decisão, as áreas passam a ser reconhecidas como jardins históricos e não podem ser descaracterizadas. Qualquer intervenção nas praças precisam de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Por determinação do Conselho Consultivo do Iphan estão protegidos os jardins das Praças de Casa Forte, do Derby, Euclides da Cunha (defronte ao Clube Internacional, na Madalena), Faria Neves (na frente do Parque Estadual Dois Irmãos), Ministro Salgado Filho (acesso ao aeroporto, no Ibura) e da República, incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio.

As áreas serão inscritas nos quatro livros de tombo do Iphan: Histórico, de Belas Artes, Etnográfico e Paisagístico. “É um dia histórico” afirma a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, Cida Pedrosa. Ela acompanhou a reunião, em Brasília, com a arquiteta Ana Rita Sá Carneiro, coordenadora do Laboratório da Paisagem da Universidade Federal de Pernambuco. O tombamento foi solicitado pela laboratório, em 2008. “A espera valeu a pena”, comemora Ana Rita, pesquisadora da obra de Burle Marx.


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