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Urbanismo

Forte do Buraco, hoje em ruínas, fazia parte da defesa do Recife

Construção do século 17, o Forte do Buraco foi parcialmente dinamitado pela Marinha na década de 1950

Publicado em 17/04/2016, às 08h08

As ruínas do Forte do Buraco ficam escondidas por mato e árvores, atrás da Vila Naval e da Escola de Aprendizes Marinheiros / Foto: Diego Nigro/JC Imagem

As ruínas do Forte do Buraco ficam escondidas por mato e árvores, atrás da Vila Naval e da Escola de Aprendizes Marinheiros

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Cleide Alves
cleide@jc.com.br

O Forte do Buraco fica por trás da Escola de Aprendizes Marinheiros e da Vila Naval, na Praia do Istmo (Ponta Del Chifre). No passado, defendia a entrada da barra, por onde os navios entravam no Porto. “É tão antigo quanto o Forte do Brum, mas está isolado, caiu em desuso”, afirma o arquiteto e urbanista José Luiz Mota Menezes.

Batizado Madame Bruynne, na cartografia antiga, o Forte do Buraco era feito de terra batida (taipa), como as demais fortificações holandesas no Brasil. Só depois de 1654, com a saída dos flamengos, os portugueses cobrem com pedra as fortalezas feitas de barro socado, informa o arquiteto.

“O local escolhido para o sistema de defesa é holandês. Porém, os fortes que conhecemos são portugueses e dentro deles há partes da fortificação flamenga”, esclarece José Luiz, estudioso da evolução urbana do Recife.

Metade do Forte do Buraco foi dinamitada pela Marinha para a construção da Base Naval, que acabou sendo implantada no Rio Grande do Norte. A fortaleza, na época, era tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e teve de ser destombada para ser derrubada.

Em 2005, o Iphan tombou as ruínas do forte. “Aquele é um lugar propício ao lazer e não para construção de prédio, uma ação no istmo beneficia o Recife, Olinda e os moradores da Ilha do Maruim”, destaca o arquiteto.

Comunidade pobre instalada em Olinda, a Ilha do Maruim é contemplada na proposta da Reconexão Turística Recife-Olinda, diz Cláudio Marinho, consultor do projeto. “Além de resgatar a história e promover o turismo, há o empreendedorismo social envolvendo a população”, declara.

O projeto também está interligado com a ciclovia projetada para a Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro, e com o futuro memorial em homenagem ao cantor Chico Science (1966-1997) ao lado da Cruz do Patrão, monumento do século 18 escondido na zona portuária, diz o secretário Felipe Carreras.

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