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Patrimônio

Iphan recupera área externa do Convento de São Francisco de Olinda

Obra está prevista para terminar no fim de 2017 e inclui restauração da fachada do Convento de São Francisco

Publicado em 16/12/2016, às 10h01

O Convento de São Francisco foi construído no século 16 e reconstruído no século 17 / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
O Convento de São Francisco foi construído no século 16 e reconstruído no século 17
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Da Editoria Cidades

O adro do Convento de São Francisco, aquele espaço aberto na frente do prédio, na Cidade Alta de Olinda, voltará ao mesmo desenho que tinha na época do tombamento federal, em 1938. A obra já está em andamento e a expectativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), é concluir o serviço até o fim de 2017, incluindo a recuperação da fachada principal do convento.

Com o reordenamento, o adro e o largo do cruzeiro não ficarão mais separados do convento por um guarda-corpo, instalado numa intervenção no começo dos anos 2000. O projeto atual prevê a pavimentação do adro, da frente do conjunto franciscano até a área em volta do cruzeiro, com o mesmo tipo de revestimento. Para evitar o uso do lugar como estacionamento de veículos, serão colocados cones fixos no chão.


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De acordo com o chefe do escritório do Iphan em Olinda, Fernando Augusto de Souza Lima, a obra de recuperação do adro é executada com recursos do PAC Cidades Históricas, no valor de R$ 2.663.986,09. “Conseguimos um aditivo para fazer a restauração da fachada do convento”, declara. Por isso, o prazo previsto para conclusão dos trabalhos teve de ser prorrogado de fevereiro para o fim de 2017, informa.

“Vamos integrar novamente o cruzeiro ao prédio dos franciscanos”, diz Fernando Augusto. Os achados arqueológicos recuperados no adro, numa escavação realizada na primeira década do século 21 e que estavam aparentes, serão cobertos. “É uma ação para proteger os achados. Parte das peças, vestígios de uma antiga construção, foi roubada”, observa.

Durante a pesquisa arqueólogos da Prefeitura de Olinda também encontraram esqueletos, ossos e fragmentos de materiais diversos, que foram registrados e recolhidos para análises em laboratório. “Os estudos não avançaram e a teoria dos arqueólogos não chegou a ser confirmada, por isso optamos por cobrir os vestígios. No futuro, se a pesquisa avançar, o material está preservado para eventuais mudanças no adro.”

Aprovada pelo Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda, a proposta prevê um piso diferenciado no trecho da Rua de São Francisco defronte ao convento e à Igreja de Nossa Senhora das Neves. A mesma pavimentação desce a encosta na direção do cruzeiro, com quatro níveis de piso. O cruzeiro, que apresentava avarias na base, está sendo restaurado, diz Fernando Augusto.

SINALIZAÇÃO

Os bloqueios para impedir a circulação de veículos serão instalados na frente do convento e logo atrás do cruzeiro, num projeto da arquiteta do Iphan Vânia Cavalcanti. A intervenção contempla acessibilidade, totens interativos, mapa tátil, placas e painéis interpretativos para contar a história dos franciscanos no Sítio Histórico de Olinda e divulgar os achados arqueológicos do local. “Com isso, queremos estimular visitas ao convento”, destaca.

Construído nas últimas décadas do século 16, o convento de Olinda é o mais antigo da Ordem Franciscana no Brasil. O prédio foi incendiado pelos holandeses em 1631, reconstruído a partir da segunda metade do século 17 e recebeu acréscimos até o século 18. “Estamos conversando com os franciscanos para eles assumirem um plano de manutenção com gestão sustentável da edificação.”

Programa do governo federal, o PAC Cidades Históricas aprovou 14 projetos em Olinda. Dois deles licitados e executados pelo Iphan e os demais pela prefeitura. Além do adro dos franciscanos, o Iphan assume a intervenção no Mosteiro de São Bento. O projeto dos beneditinos está previsto para ficar pronto em março de 2017.

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