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MPPE confirma morte, feridos e fugas durante rebelião em Santa Cruz do Capibaribe

Um detento morreu e outras nove pessoas ficaram feridas durante a ação, entre elas um policial militar. Três presos conseguiram fugir

Publicado em 21/01/2017, às 11h44

O clima no local ainda é de tensão / Foto: Carolina Pinto/ TV Jornal
O clima no local ainda é de tensão
Foto: Carolina Pinto/ TV Jornal
JC Online
Atualizada às 14h04

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) confirmou a morte de um detento na rebelião que aconteceu na manhã deste sábado (21) no pavilhão A do presídio de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste do Estado. Além do óbito, outras treze pessoas ficaram feridas, entre elas um policial, e três presos conseguiram fugir durante a ação, que teria sido motivada por briga entre detentos. As primeiras informações indicam que o tumulto começou após uma revista realizada no pavilhão. 

O promotor da Vara de Execuções Penais, Marcellus Ugiette, descartou a possibilidade da confusão ter sido causada por uma briga entre facções rivais. Ugiette afirmou ainda que, se for apurado que os envolvidos faziam parte de facções criminosas, o caso deve receber atenção especial. 

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Pernambuco, João Carvalho, afirmou que o presídio, que tem capacidade para 186 presos, estava com 447 detentos no momento da rebelião. Apenas três agentes penitenciários estavam na uniade. 

TENSÃO

Informações da TV Jornal de Caruaru, que está no local, dão conta de que um dos feridos seria um policial militar. A Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), afirmou que o tumulto havia sido controlado. Apesar disso, a reportagem relatou que o clima no local ainda é de tensão, com familiares dos presos na frente da unidade. A Seres também afirmou que uma sindicância será aberta para apurar o caso.

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Comentários

Por Manoel Carvoeiro,21/01/2017

A classe política menospreza o bom senso e as leis naturais. Ela pensa que pode se apoderar indenfinidamente das riquezas nacionais, através da corrupção, apoderar-se do dinheiro da merenda escolar, da quentinha dos presos, do dinheiro destinado à construção das escolas, do dinheiro que poderia ser usado na boa gestão dos presídios, e que não haverá uma rebelião popular. Estamos vivendo no Brasil uma Revolução à Francesa. Como faltam líderes políticos, os presidiários se manifestam no seu lugar. Pena que os presos matem uns aos outros ao invés de acochar a classe política. Esta é que é pior do que eles, porque bandido roubar é a coisa mais natural do mundo, agora deputado, prefeito, senador e Ministro fazer igual a eles é que choca e impressiona. Os policiais militares devem certamente fazer corpo mole caso estoure uma rebelião em Pernambuco, porque quem criou o sistema penitenciário que o Estado tem foram os políticos. Eles é que devem ser chamados para enfrentar os presos. Os vereadores, deputados, prefeitos, secretários, deputados federais, senadores, ministros. Nada de os PMs agirem para defender a classe política que tanto mal faz ao Brasil. É assim que a população espera que os bravos PMS ajam.



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