Jornal do Commercio
Por segurança

Uber afirma que já adota medidas exigidas em protesto de motoristas

Categoria realizou carreata nesta terça por mais segurança, depois de ter três motoristas mortos em uma semana

Publicado em 14/03/2017, às 20h50

Carreata saiu da Imbiribeira, na Zona Sul, até o Centro do Recife / Bobby Fabisak/JC Imagem
Carreata saiu da Imbiribeira, na Zona Sul, até o Centro do Recife
Bobby Fabisak/JC Imagem
Cidades

Motoristas da Uber que realizaram protesto, nesta terça, informam à imprensa que a empresa se comprometeu a adotar novas medidas de segurança para seus parceiros, devendo detalhar os procedimentos em reunião na próxima sexta-feira. Contudo, a assessoria do aplicativo não confirma o encontro e afirma que novas ferramentas de segurança já foram implementadas, recentemente, como a exigência de informe do CPF para os clientes que pagam em dinheiro, uma das exigências feitas no protesto.

“Tivemos muita dificuldade para sermos recebidos pela diretoria do Uber (em prédio que fica em Santo Amaro, área central do Recife), mas o resultado foi positivo. Acertamos que vamos fazer um mapeamento das áreas de risco, com a SDS, e nenhum parceiro será excluído por se recusar a pegar corridas nesses locais. Também vamos poder recusar se uma pessoa chamar o veículo para atender a outra que não está no cadastro e deixar de transportar menores. E ainda ficaram de estudar uma forma de sinalizar os veículos”, informa Gilmar Rodrigues, um dos motoristas organizadores do protesto.

A assessoria informa que o prédio da Uber no Recife é para atendimentos dos parceiros do aplicativo, não tendo diretoria no local. Esclarece, ainda, que os motoristas do app já têm o direito de recusar qualquer corrida, portanto, o mapeamento seria desnecessário. Menores também já são proibidos de se cadastrar. “É importante frisar que a Uber sempre trabalha junto com as autoridades, nos termos da lei”, diz a assessoria. 

Já o governo do Estado confirma que a categoria foi recebida pelo secretário-executivo de coordenação da Casa Civil, Marcelo Canuto, e que será agenda uma reunião junto à Secretaria de Defesa Social (SDS) para discutir o tema e informar sobre os inquéritos que apuram três homicídios de motoristas do aplicativo na última semana, no Grande Recife. Todos estavam transportando ex-presidiários, que seriam os alvos.

PROTESTO

Mais de 60 motoristas participaram da carreata, que começou pouco depois das 9h, na Imbiribeira, teve parada de uma hora no Palácio do Governo, no Centro, e se encerrou na filial da Uber em Santo Amaro, à tarde.  Bolas pretas amarradas aos carros eram o sinal de luto pelos colegas assassinados e buzinas chamavam a atenção da população. O tráfego ficou lento no percurso, apesar de o movimento ter sido acompanhado por batedores de trânsito.

Segundo Gilmar, os motoristas estão muito expostos, pois a empresa não tem muitos detalhes de seus clientes. “É preciso que se exija do passageiro o mesmo que se pede do motorista, documentos como RG, CPF e comprovante de residência, além de uma foto, para se ter certeza de que quem está entrando no carro é a pessoa que solicitou”, explica. 

“Muitas vezes, quem solicita o carro é João, mas quem entra no meu carro é Paulo. A situação é muito complicada para a gente. Já teve casos de presidiários solicitando corrida de dentro do presídio para parentes. E nós não podemos recusar depois de aceitar”, salienta Gilmar.

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Comentários

Por Eduardo,14/03/2017

Sem novidade, algo típico do americano: visa única e exclusivamente o lucro, pois nada incide de impostos ou obrigações sobre o percentual que rouba ao custo do sangue e da vida de seus vassalos, sobretudo em querer monopolizar, através da concorrência predatória, sem limitar quantidade de carros, sem aceitar regras, explorando e escravizando os "parceiros" através de tarifas irrisórias que só pagam o gasto com combustível. E ainda obrigam-os a pagar água e quitutes para o pobre soberbo e requintado usuário mão de vaca. País este colônia em outrora, assim continuará sendo explorada, dilacerada a qualquer custo, sob a conivência estatal que nada faz, que tudo chancela às pretensões mais tenebrosas.



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