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Rebelião na Funase de Abreu e Lima deixa um interno morto

Foi preciso a chegada do Batalhão de Choque para controlar o motim no local

Publicado em 19/03/2017, às 22h15

Houve troca de tiros dentro da unidade / Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem
Houve troca de tiros dentro da unidade
Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem
JC Online

Com informações da repórter Amanda Tavares

Uma rebelião dos internos da Funase de Abreu e Lima, na noite deste domingo (19), deixou o clima tenso dentro e fora do local. Iniciado por volta das 20h, o motim, que teria acontecido entre grupos rivais, teve colchões queimados e só foi controlado por volta das 22h20, segundo moradores do entorno. A assessoria de imprensa da Funase confirmou que um adolescente de 17 anos foi morto. Foi preciso o Batalhão de Choque da Polícia Militar entrarna unidade para controlar a situação e fazer vistorias no local.

Vídeo mostra momento exato da rebelião

 

Reforço só chegou depois de 1h30

De acordo com moradores que residem próximo à unidade da Funase, os primeiros reforços só chegaram ao local por volta das 21h30, cerca de 1h30 depois de iniciada a rebelião. Além do Batalhão de Choque da PM, foi preciso a chegada dos Bombeiros para controlar o fogo no local.

Veja a nota da Funase sobre o ocorrido

"A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) informa que a rebelião registrada por volta das 20h, no Case Abreu e Lima, foi controlada com a chegada do Batalhão do Choque. Os adolescentes tocaram fogo em colchões e o Corpo de Bombeiros controlou rapidamente os focos. Um adolescente de 17 anos foi vitimado por um grupo de internos e, no momento, o trabalho de varredura está sendo feito pelo batalhão para totalizar possíveis fugas e feridos. A Funase esclarece que todos os esforços possíveis estão sendo tomados para minimizar os danos. A diretoria da Funase e a corregedoria estão presentes na unidade para tomar todas as providências e iniciar o levantamento das possíveis causas e responsabilidades."


 

 

Pai relata medo do filho interno

Sob a condição de não ter sua identidade revelada, o pai de um interno concordou em dar entrevista. Segundo ele, desde a tarde o clima estava estranho na unidade. "Meu filho está aí há um ano e já passou por cinco rebeliões, ficando ferido em duas delas. De tarde todo mundo já sabia que isso (a rebelião) iria acontecer. Tentamos avisar a coordenação, mas ninguém nos deu ouvidos", disse.


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