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Armamento

Saiba os danos que um tiro de bala de borracha pode causar

Sobre a gravidade dos ferimentos causados, agente da PF indica que variam de acordo com o tipo e forma como a munição é usada

Publicado em 20/03/2017, às 10h51

Segundo informações do HMA, nesse domingo (19), a vítima apresentou leve melhora / Foto: Reprodução
Segundo informações do HMA, nesse domingo (19), a vítima apresentou leve melhora
Foto: Reprodução
JC Online

Durante um protesto na última sexta-feira (17), um jovem foi atingido por um tiro no testículo durante ação policial para conter o grupo. O caso, ocorrido no município de Itambé, na Zona da Mata pernambucana, despertou dúvidas sobre o dano causado por balas durante manifestações. Veja o vídeo da ação abaixo.

Segundo Inaldo Melo, agente especial da Polícia Federal de Pernambuco, as chamadas balas de borracha são consideradas menos letal. "Estes tipos de armamento são conhecidos como munições menos letais e são usadas para dispersar multidões, para uso em aglomerados e não individualmente".

Melo acrescenta que não há uma distância exata para efetuar o disparo e que são indicadas para neutralizar alguém em um protesto quando há agressividade vindo dos manifestantes.

Sobre a gravidade dos ferimentos causados, Melo indica que variam de acordo com o tipo e forma como a munição é usada. "Existem as chamadas balas tipo confete que apenas marcam o corpo e são mais indiciadas para curtas distâncias, enquanto as que são tipo bolota são para maiores distâncias, que dependendo da distância causam maiores efeitos".

O agente da PF afirma também que apesar da raridade, o segundo tipo de munição pode matar. "Eu já vi gente morrer por bala de borracha, mas é raro. Este tipo lesiona bastante, mas se for disparada contra um local vital, pode matar", disse.

A reportagem do JC entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Militar para confirmar o tipo de munição usada pelo policial, mas ainda não obteve resposta.

Estado de saúde

O jovem atingido, Edvaldo Alves da Silva, 23 anos, foi incialmente conduzido ao Hospital Municipal de Itambé e depois foi levado em estado grave para o Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, Região Metropolitana do Recife. Segundo informações do HMA, nesse domingo (19), ele apresentou leve melhora.

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Comentários

Por Vinícius,14/04/2017

O rapaz foi morto e ficará por isto mesmo? Protestar por segurança e ser morto por agentes do Estado. Revoltante!!!



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