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Cisternas

Alunos cariocas fazem campanha para construir cisternas em Pernambuco

Estudantes da PUC do Rio de Janeiro querem arrecadar R$ 58 mil para fazer quatro cisternas em Riacho das Almas

Publicado em 23/03/2017, às 08h08

Cisternas ajudam a população da zona rural de Riacho das Almas a coletar e armazenar água / Foto: Bernardo Dantas/Habitat para a Humanidade/Divulgação
Cisternas ajudam a população da zona rural de Riacho das Almas a coletar e armazenar água
Foto: Bernardo Dantas/Habitat para a Humanidade/Divulgação
Cleide Alves
cleide@jc.com.br

Em tempos de seca no Sertão nordestino, estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) lançam campanha para conseguir recursos e construir reservatórios de água de chuva no Semiárido pernambucano. A meta é juntar R$ 58 mil e fabricar quatro cisternas de placas na zona rural de Riacho das Almas, no Agreste, pelo projeto Água para Vidas da ONG Habitat para a Humanidade Brasil. 

O dinheiro está sedo arrecadado pelo sistema crowdfunding (financiamento coletivo), informa a engenheira ambiental carioca e voluntária da Habitat para a Humanidade Raquel Flinker. Até a quarta-feira (22 de março), Dia Mundial da Água, faltavam quase R$ 13 mil para alcançar a meta da campanha. Os interessados em colaborar podem acessar site juntos.com.vc/pt/aguaparavida#about para fazer as doações, até dia 28.

Oito voluntários (alunos de engenharia ambiental da PUC-RJ) e dois profissionais da área de comunicação passarão uma semana em Riacho das Almas, de 9 a 15 de abril de 2017, para ajudar na construção das cisternas. “Conseguimos alojamento na casa de um morador local e vamos pagar pelo uso do imóvel, mas é um valor menor do que a hospedagem em hotel e isso barateou os custos”, diz Raquel.

Ela que teve a ideia de procurar os alunos da PUC-RJ e propor o trabalho voluntário para construir os reservatórios de água potável. Raquel participou de iniciativa semelhante em 2015 e financiou a construção de cinco cisternas em Riacho das Almas, com o namorado, o norte-americano Samuel Wyatt Wells. “Os estudantes vão ajudar as famílias e ao mesmo tempo colocarão em prática os ensinamentos teóricos da faculdade, além de conhecer a realidade de quem vive no Semiárido nordestino”, declara.

DOAÇÕES

Cada cisterna tem capacidade para armazenar até 16 mil litros de água, de acordo com a Habitat para a Humanidade, que criou o projeto Água para Vidas em 2012. Em quase cinco anos, foram construídas 120 cisternas em Riacho das Almas e em Passira, com doações privadas de parceiros nacionais e estrangeiros. O programa beneficia famílias com renda de meio a um salário mínimo mensal.

A Igreja Metodista financiou 99 cisternas em Passira, informa a ONG. Este mês, um grupo de voluntários dos EUA passou cinco dias em Riacho das Almas e construiu seis reservatórios. Em agosto e setembro próximos mais dois grupos de voluntários da Escola Parque, do Rio de Janeiro, farão o mesmo. A contrapartida dos moradores é cavar os buracos das cisternas.

Com 16 mil litros no reservatório, a família garante o consumo por um ano, conforme a Habitat. A cisterna deveria captar água de chuva. Porém, na ausência de precipitação no Semiárido, é abastecida com caminhão-pipa. A Habitat também faz reparos e ampliações de telhados das casas, para permitir a coleta da água de chuva.

No site da ONG (habitatbrasil.org.br), é possível obter mais informações sobre os projetos mantidos pela entidade. O valor arrecadado pelos estudantes da PUC-RJ será utilizado, também, para bancar os custos de viagem dos voluntários.


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