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Limpeza Urbana

3,5 mil toneladas de lixo são recolhidas no Recife com volta dos garis

Classe estava paralisada desde a última sexta, reivindicando melhores condições de trabalho. Coleta de lixo foi retomada nesse domingo (9)

Publicado em 10/04/2017, às 19h00

Garis voltaram ao trabalho após intervenção da Justiça do Trabalho / Diego Nigro/JC Imagem
Garis voltaram ao trabalho após intervenção da Justiça do Trabalho
Diego Nigro/JC Imagem
Da Editoria de Cidades

Após um fim de semana de transtornos e paralisação dos garis, a Prefeitura do Recife divulgou nesta segunda-feira (10) o balanço da retomada da limpeza urbana na cidade. O prazo para conclusão da retirada do lixo acumulado é até a madrugada desta terça-feira (11). Os garis cruzaram os braços na última sexta (7) pedindo melhores condições de trabalho.

De acordo com a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), somente no domingo (9), dia da volta ao trabalho, foram recolhidos aproximadamente 3,5 mil toneladas de resíduos. 36 caminhões atuaram durante todo o dia, 26 acima da programação normal. A retomada da limpeza na cidade só foi possível após a Justiça do Trabalho suspender uma proibição do Ministério Público de profissionais circularem pendurados no estribo dos caminhões-caçamba.

Após a paralisação dos garis, o Recife amanheceu no último sábado (8) com lixo acumulado em vários pontos da cidade. Confira:




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Confira a nota da Emlurb:

A Prefeitura do Recife, por meio da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), informa que, neste domingo (9), foram retomados os serviços de limpeza urbana. A Emlurb trabalha na intensificação do trabalho com o objetivo de recolher o lixo acumulado até a madrugada da próxima terça-feira (12). Somente ontem, foram recolhidas aproximadamente 3,5 mil toneladas de resíduos. Desde o início da ação, na última sexta-feira (7), a Prefeitura atuou no sentido de buscar na justiça a retomada imediata dos trabalhos.

Além disso, agiu junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PE) para tornar sem efeito a decisão unilateral e abrupta tomada pelos fiscais do Ministério Público do Trabalho (MPT-PE) que proibia a coleta sem o apoio dos estribos nos caminhões compactadores, razão da paralisação dos trabalhadores.


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Comentários

Por ALINE AMORAS,11/04/2017

Essa é a segunda nota da EMLURB que vejo com erros. Em primeiro lugar, os Auditores Fiscais do Trabalho são do Ministério do Trabalho, e não do MPT (Ministério Público, que tem procuradores, e não auditores). Em segundo lugar, é competência dos Auditores Fiscais do Trabalho interditar imediatamente situações em que os empregados correm risco de vida (como é o caso), não sendo necessário para isto de prévia autorização ou aviso. A interdição é, por definição legal, um ato vinculado e unilateral, não cabendo aos Auditores Fiscais do Trabalho fazer análise de conveniência acerca da essencialidade do serviço caso seja constatado risco grave e iminente.



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