Jornal do Commercio
Cibercrime

Baleia Azul faz agenda de palestras da PF sobre cibercrimes lotar até junho

Polícia Federal realiza palestras sobre crimes cibernéticos há três anos, mas procura explodiu com jogo que leva jovens ao suicídio

Publicado em 18/04/2017, às 19h53

Polícia investiga participação de jovens em três estados / Tato Rocha/JC Imagem
Polícia investiga participação de jovens em três estados
Tato Rocha/JC Imagem
Cidades

A procura por palestras ministradas pela Polícia Federal a respeito de crimes cibernéticos aumentou significativamente, após o alerta da instituição sobre o jogo Baleia Azul, que estaria induzindo jovens à automutilação e a comportamentos suicidas. Conforme o assessor de comunicação da PF, Giovani Santoro, a média diária de três solicitações por dia subiu para doze e até junho não há mais vagas para palestras.

“A demanda por informações sobre cibercrime ultrapassou, e muito, o carro-chefe que eram nossas palestras sobre drogas”, observa Giovani. “Deveria haver um maior engajamento do poder público para suprimir essa demanda. Eu desconheço outras iniciativas desse tipo e o que a gente vê são professores desesperados por informações para os alunos”.

O assessor registra que a procura tem partido não apenas das escolas, mas também de igrejas e associações. “Há três anos já falamos sobre cibercrimes. Onde tem jovens existe a preocupação com o uso da internet. Mensagens homofóbicas e racistas podem prejudicar a vida das pessoas”, afirma. “No caso do Baleia Azul, uma classe inteira estaria participando do jogo”.



Giovani explica que a PF tem realizado palestras por conta dos crimes cibernéticos, mas a orientação é que se alguém tiver informações sobre jovens envolvidos no jogo Baleia Azul no Estado deve procurar o Departamento de Proteção a Crianças e Adolescentes (DPCA) da Polícia Civil.

CRIME

Segundo a PF, a conduta dos mentores do Baleia Azul é criminosa. Induzir (criar a ideia de suicídio em alguém), instigar (incentivar alguém que já estava pensando em suicídio) ou auxiliar (ajudar materialmente) no suicídio de outra pessoa é crime, de acordo com o artigo 122 do Código Penal. A pena é de dois a seis anos de prisão, caso o suicídio seja consumado, ou de um a três anos de prisão, caso a tentativa de suicídio resulte em lesão corporal grave.

A instituição que desejar fazer agendamento da atividade deve entrar em contato pelo telefone 2137­4076, de segunda a sexta­feira, das 8h às 14h. “Nossa capacidade é para três eventos por semana, portanto só estamos com agenda para julho”, avisa Giovani.


Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Educação, emprego e futuro Educação, emprego e futuro
Investir em educação é um pressuposto para o crescimento econômico, a geração de empregos e o aumento da renda. Aos poucos, empresas dos mais variados setores entram numa engrenagem antes formada apenas pelo poder público.
Pernambuco Modernista Pernambuco Modernista
Conheça a intimidade de ateliês, no silêncio de casas, na ansiedade de pincéis sujos para mostrar como, quase nonagenária, a terceira grande geração da arte moderna de Pernambuco vai atravessando as primeiras décadas do século 21
A crise que adoece A crise que adoece
Além dos índices econômicos ruins, a recessão iniciada em 2014 no Brasil cria uma população mais doente, vítima do estresse causado pela falta de perspectivas. A pressão gera problemas psicológicos e físicos, que exigem atenção.

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM