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Manifestação

Pais de Mirella participam de protesto por mais segurança em frente a sede do governo de Pernambuco

Pais de Mirella foram até o protesto para mostrar o alto número de casos envolvendo violência contra a mulher em Pernambuco

Publicado em 19/04/2017, às 20h44

"Sempre que houver uma manifestação desse tipo, a gente vai tentar estar lá. Não por ela, mas por todas as outras vítimas que estão sendo esquecidas", declarou Suely Araújo
Jedson Nobre/JC Imagem
JC Online

Os pais de Mirella Sena, assassinada e violentada em seu próprio apartamento, participaram de um protesto próximo ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, para cobrar por mais ações no combate à violência no Estado. Os dois foram até a manifestação para mostrar o alto número de casos envolvendo a violência contra a mulher em Pernambuco.

 

"A gente vai continuar com esse compromisso (de lutar contra a violência em Pernambuco) até o fim. Sempre que houver uma manifestação desse tipo, a gente vai tentar estar lá. Pra isso não cair no esquecimento. Não por ela, mas por todas as outras vítimas que estão esquecidas. Não é só Mirella", declarou Suely Araújo, mãe de Mirella.

"A gente sabe que muitos casos tem acontecido e ficado no esquecimento. Nesse caso da minha filha, de repente por ela ter um número muito grande de amizades, foi algo que foi resolvido rápido e quem cometeu foi preso em flagrante, isso gerou uma repercussão. Mas de repente quantos casos acontecem, continuam acontecendo e ficam no esquecimento? Então nossa luta aqui é por ela, porque tenho certeza que se ela tivesse viva e se fosse com outra pessoa ela estaria aqui na luta", afirmou o Wilson Araújo, pai da jovem assassinada.




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Sobre a manifestação

O movimento foi organizado pela sociedade civil, incluindo grupos acadêmicos, movimentos sociais. Além dos familiares de Mirella, outros parentes de vítimas da insegurança pública em Pernambuco também marcaram presença no ato. A frente do Palácio esteve bloqueada, impedindo que os manifestantes pudessem ter uma maior aproximação do local.

Durante o ato, o grupo espalhou diversas cruzes nas proximidades da sede do Governo, num símbolo ao número de mortos por conta da violência no Estado. Nos primeiros três meses de 2017, foram registradas 1.522 mortes e 497 casos de estupro.

Veja, no vídeo abaixo, um vídeo feito durante o protesto:


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Comentários

Por José Carlos S Lima,20/04/2017

Mostrem indignação na urna também, não adianta votar nas mesmas pessoas.



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