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ACORDO

Estado firma acordo com família de jovem morto pela PM em Itambé

O acordo não interfere sobre os processos disciplinar e judicial em curso, que apurarão as responsabilidades dos policiais envolvidos no caso

Publicado em 16/06/2017, às 12h40

Pernambuco vai pagar indenização por danos morais e materiais à família do jovem Edvaldo da Silva Alves, ferido pela PM em 17/03 e morto em 11/04. / Foto: Foto: Divulgação
Pernambuco vai pagar indenização por danos morais e materiais à família do jovem Edvaldo da Silva Alves, ferido pela PM em 17/03 e morto em 11/04.
Foto: Foto: Divulgação
JC Online

Um acordo de reparação à família de Edvaldo da Silva Alves, jovem baleado durante protesto em Itambé, Zona da Mata Norte de Pernambuco, em 17 de março e falecido em 11 de abril, foi firmado pelo Estado de Pernambuco na manhã desta sexta-feira (16). Segundo a Procuradoria Geral de Pernambuco, será paga uma indenização por danos morais e pagamento de pensão aos pais do jovem por danos materiais. 

Os valores não foram divulgados. O documento foi assinado no Tabelionato Figueiredo, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, pelo procurador-geral do Estado do Estado, César Caúla, que conduziu o diálogo em torno da possibilidade de reparação, pelo advogado Ronaldo Jordão e pelo irmão de Edvaldo, José Roberto da Silva Santos. As assinaturas dos pais e da irmã do jovem serão colhidas posteriormente pelo tabelionato em Itambé.

Segundo o procurador César Caúla, o acordo é inédito em Pernambuco. “Essa foi uma decisão importante, porque o usual é que o Estado aguarde uma determinação judicial para pagar indenizações. Nada poderia compensar a morte de Edvaldo, mas entendo que a solução rápida para a questão demonstra a preocupação do Estado para com a família”, comenta Caúla. O acordo extrajudicial, de iniciativa do Estado, foi realizado com base em legislação própria que prevê a possibilidade de transação extrajudicial para prevenção de litígio. Ainda de acordo com o procurador-geral, pela força dos elementos fáticos colhidos, não foi necessário esperar o encerramento dos processos nos âmbitos disciplinar ou penal para resolver a questão da reparação porque a responsabilidade do Estado já se encontrava suficientemente determinada.



Além do pagamento de reparação à família, o acordo prevê a realização de um investimento social na cidade, da ordem de R$ 200 mil, em ações sociais, a partir de sugestões que serão apresentadas pela família de Edvaldo e analisadas tecnicamente pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Itambé.

O acordo não interfere sobre os processos disciplinar e judicial em curso, que apurarão as responsabilidades dos policiais envolvidos no caso.

CASO ITAMBÉ

O jovem Edvaldo da Silva dos Santos, 19 anos, foi baleado por um policial militar durante protesto em Itambé e morreu na madrugada do dia 11 de abril deste ano, no Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista. Edvaldo foi atingido com um tiro de borracha, disparado no dia 17 de março, quando participava de uma manifestação para exigir mais segurança na cidade. Ele estava internado na UTI e apresentava uma infecção na perna, local atingido pelo tiro. A notícia chocou todo o Estado.


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Comentários

Por Paulo,17/06/2017

Falou bem o colega Lyra. E, a esse retorno político acrescento às eleições que estão aí, na porta. É óbvio que nosso excelentíssimo governado está de olho nas urnas. Agora inventou o Bope aqui, no nosso estado. Ou seja, se a polícia já age de forma arbitrária, já mata a torto e a direita com proteção e acobertamento da corregedoria, imaginem agora. Estamos cercados por bandidos de todos os lados!

Por Nando,17/06/2017

Não se sabe o valor mas vamos ver se o Estado libera logo essa merreca que sabemos que valor nenhum resolve a perda de um ente querido, que a nossas autoridade possa trabalhar de maneira honesta não causando morte de nenhum cidadão de bem e isso serve até para os profissionais da saúde na qual nos atende de maneira como se nós estivesse indo para o matadouro, que as leis seja severa para aqueles que anda contra a lei que a força seja usada pelas autoridade na hora devida e não a qualquer momento que a justiça possa imperar no País aonde o errado é certo e o certo é errado.

Por LYRA,16/06/2017

Esse tal Cesar Caúla, que nominho feio da gota, pensa que todo mundo é idiota, em primeiro lugar, se o advogado da família não estivesse necessitando de receber com urgência seus honorários, com certeza faria um acordo bem melhor do que o que foi firmado onde somente o estado levou vantagem ou vocês já viram o setor fazer alguma coisa para perder, a não aquelas que trarão retornos para os políticos em forma de propinas e, outro ponto importante, é que estão reparando mau, um crime praticado por bandidos a serviço da politica, muitos as vezes até mesmo prontos para serviços de pistolagem e por isso chegam a postos de oficiais, mesmo sem terem nenhum condição.



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