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Bióloga diagnosticada com doença rara acusa Hemope de não fornecer medicamento

Doença de Von Willebrand causa impossibilidade de coagulação do sangue

Publicado em 18/06/2017, às 21h08

Bióloga está internada num hospital particular da capital pernambucana / Foto: Arquivo Pessoal
Bióloga está internada num hospital particular da capital pernambucana
Foto: Arquivo Pessoal
JC Online

Atualizada em 19/06 às 0h28

Diagnosticada com a Doença de Von Willebrand de nível 8, a bióloga Thissiany Wanderley, 33 anos, está internada na UTI do Hospital São Marcos, na área central do Recife, por causa de uma sucessão de hemorragias após o Hemope, segundo a família, se recusar em fornecer a medicação que combate os sintomas.

Através de uma publicação no facebook, Thissiany relatou que, ao chegar no Hospital Esperança para tomar os remédios, foi informada pela equipe médica que o Hemope não havia liberado a medicação alegando que ela não estava cadastrada como portadora da doença. Os médicos comunicaram em seguida que ela precisaria ficar internada devido à gravidade de sua doença, mas não havia leitos disponíveis no hospital. De acordo com a mãe de Thissiany, Kedna Wanderley, a filha recebe o medicamento pelo centro desde setembro de 2016.

Ainda segundo Kedna Wanderley, a filha fez quatro exames solicitados pelo Hemope na última quinta-feira (15) para diagnosticar a doença, mas eles só ficariam prontos em julho. Segundo Kedna, o centro informou que até a liberação dos resultados desses exames eles não poderiam fornecer o medicamento. A mãe da vítima afirmou ainda que o cadastro no Hemope é essencial para a filha porque muitas consultas médicas só podem ser realizadas pelo instituto devido a delicadeza da doença.

Thissiany descobriu que é portadora da Doença de Von Willebrand em fevereiro do ano passado, no Hospital Esperança.

Doença de Von Willebrand

A Doença de Von Willebrand pode causar hemorragia prolongada ou excessiva, e geralmente é causada por um defeito hereditário no gene que controla a produção de uma proteína importante no processo de coagulação sanguíneo, o fator de von Willebrand (FVW). Por isso, há o risco de perda grande de sangue.

Resposta

A secretaria de Saúde de Pernambuco enviou uma nota de esclarecimento sobre o caso, informando que o hemocentro está "devidamente abastecido com o fator de coagulação deficiente - utilizado para o tratamento da Doença de Von Willebrand e que é fornecido pelo Ministério da Saúde." Sobre o caso da paciente Thissiany Wanderley, o Hemope informa que "a mesma é acompanhada e recebe tratamento em uma unidade da rede privada e que já está cadastrada, no Sistema do Ministério da Saúde, para recebimento do fator de coagulação."



Confira a nota na íntegra abaixo:

A direção do Hemope esclarece que o hemocentro está devidamente abastecido com o fator de coagulação deficiente - utilizado para o tratamento da Doença de Von Willebrand e que é fornecido pelo Ministério da Saúde.

Sobre o caso específico da paciente Thissiany Wanderley, o Hemope informa que a mesma é acompanhada e recebe tratamento em uma unidade da rede privada e que já está cadastrada, no Sistema do Ministério da Saúde, para recebimento do fator de coagulação.

No atendimento da paciente no Hemope, nesta semana, citado nas mídias sociais, não foi constatada pela equipe do hospital hemorragia na paciente, não havendo, portanto, indicação de internação na unidade, tampouco utilização da medicação.

Ainda assim, a orientação do Hemope é que, caso haja a necessidade clínica de uso do fator coagulante para a paciente, a unidade onde ela esteja recebendo atendimento, deve solicitar ao hemocentro o fator, com a quantidade necessária para o tratamento, no receituário e a medicação será imediatamente liberada. Reiterando que o insumo só é disponibilizado com a prescrição médica.


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