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Sertão de Pernambuco

Missa do vaqueiro e forró marcam São João de Petrolina neste fim de semana

Festa começa na noite do sábado (24), com o Forró da Espora, que é seguida de missa. Mais de mil vaqueiros participam da celebração

Publicado em 24/06/2017, às 12h20

Em Petrolina, celebração religiosa e profana culmina domingo (25) com a 76ª Missa do Vaqueiro / Divulgação
Em Petrolina, celebração religiosa e profana culmina domingo (25) com a 76ª Missa do Vaqueiro
Divulgação
Da Editoria de Cidades

Em Petrolina, Sertão de Pernambuco, a noite deste sábado (24) é marcada pelo Forró da Espora, uma celebração religiosa e profana que culmina domingo (25) com a 76ª Missa do Vaqueiro. A festa, que volta a ser realizada no estádio Paulo de Souza Coelho, deve reunir 1,1 mil vaqueiros, de Pernambuco e da Bahia, antes da tradicional missa. “Os vaqueiros representam um legado cultural com suas manifestações no vestuário e na religiosidade. Vamos garantir que eles possam se divertir num ambiente onde poderão abrigar seus animais da melhor forma”, diz a secretária de Cultura, Turismo e Esportes de Petrolina, Maria Elena de Alencar.

No Forró da Espora, o profano é levado a sério: começa às 21h e vai até as 3h do domingo, ao som do legítimo pé-de-serra com apresentações dos trios Visão Musical, Novo Esquema e Sérgio do Forró. “O local é dividido em três salões: o ‘Quem me quer’ para solteiros, o ‘Já tem dono para casados’ e o ‘Rabo da gata’, que é o geral, é a sobra”, informa o radialista Sivuca, criador da Frevuca – automóvel adaptado para fazer a sonorização do desfile dos vaqueiros, que teve como inspiração a Frevioca, do Carnaval do Recife.



Sivuca foi parceiro, por muitos anos, de Carlos Augusto, organizador da missa e da festa, falecido há dois anos.
Amanhã, por volta das 9h, todos seguem em procissão montados nos cavalos até as margens do Rio São Francisco, na orla de Petrolina, onde é celebrada missa pelo Padre José Guimarães, também vaqueiro. A celebração faz uma homenagem póstuma a todos que já faleceram. A homilia conta com os aboiadores Josélio e Edivaldo, Coral Aboio Serrita e Zezinho do Violão. Durante o ofertório, é feita a bênção dos arreios (instrumentos) dos vaqueiros: gibão, chocalho, guarda peito, perneira, chapéu, peitoral, luvas, botas, búzio (feito do chifre do boi), corda de laçar e cavalo. No final, por volta do meio-dia, é servido um almoço, seguido pelo show da dupla Sirano e Sirino.

História

A missa de Petrolina, segundo Sivuca, é a mais antiga das celebrações entre os vaqueiros e originou outras, como a realizada em Serrita, também no Sertão. “Chico Barbeiro, pai do monsenhor João Câncio, criou a missa de Petrolina por conta de um vaqueiro que tinha se acidentado, o Caboco Timóteo”, destaca Sivuca. 


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