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Acidente

Prefeitura de Garanhuns levanta documentação de prédio que desabou

Duas pessoas morreram soterradas. Mulher e filha de 20 dias foram resgatadas só com arranhões

Publicado em 11/07/2017, às 20h45

Prédio que desabou já havia sofrido desmoronamento parcial durante sua construção, em 2008 / Jefferson Nascimento/TV Jornal
Prédio que desabou já havia sofrido desmoronamento parcial durante sua construção, em 2008
Jefferson Nascimento/TV Jornal
Cidades

Ainda sem informações concretas sobre a construção e habite-se de um prédio que desabou matando duas pessoas soterradas, anteontem, a Prefeitura de Garanhuns informa que abriu um procedimento interno para levantar toda a documentação relativa à execução e regularidade da obra. A edificação (o bloco C de um conjunto residencial de três prédios na rua Desembargador João Paes, no bairro Aloísio Pinto) já havia sofrido desmoronamento parcial durante sua construção em 2008 e passou por vistoria há seis anos, quando o município determinou serviços de manutenção. Ontem, foi realizada perícia no local e os outros dois blocos foram evacuados.

“O dia foi de mudança. A prefeitura disponibilizou transporte para as famílias saírem do local. Os prédios ficarão interditados até que um responsável técnico se apresente dizendo que não há risco para os moradores”, afirma o secretário-executivo de Defesa Civil, Fábio Antônio. “Outros imóveis ao redor, acredito que quatro, também foram afetados com o desabamento e precisaram ser interditados”.

Conforme a prefeitura, “as famílias das vítimas que moravam no prédio receberão auxílio financeiro para locação de nova moradia, por três meses, podendo ser prorrogado, de acordo com avaliação técnica”. Os moradores dos prédios vizinhos que não tiverem para onde ir também receberão auxílio pelo mesmo período.



O desmoronamento do prédio será investigado pela Delegacia Regional de Garanhuns. Segundo o delegado Patrick Dias, ainda não se sabe o que motivou o desmoronamento. "Temos que aguardar a conclusão do trabalho de resgate. Neste momento, são muitas informações chegando e temos de ter cautela para saber o que é um simples comentário ou o que de fato procede", explicou.

VÍTIMAS

O servidor público municipal Antônio Arcoverde, de 32 anos, e Edvaldo Soares, 66, morreram soterrados. A mulher de Antônio, a bióloga Genicélia Cardoso, 26, e a filha do casal, de apenas 20 dias, foram retiradas dos escombros. A mulher com pequenos arranhões e a bebê, ilesa. Familiares disseram que o casal procurava um novo apartamento para se mudar, devido aos problemas estruturais do prédio. Já Edvaldo iria se mudar ainda ontem.


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