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Tombamento

Matriz de São José é tombada pelo governo estadual

Com construção datada em 1844, matriz de São José está interditada há 4 anos. Tombamento pode dar apoio necessário para obras emergenciais na igreja

Publicado em 27/07/2017, às 22h34

A maior atração da igreja está nas portas internas da sua entrada principal, confeccionadas em pau-brasil / Divulgação/Pascom
A maior atração da igreja está nas portas internas da sua entrada principal, confeccionadas em pau-brasil
Divulgação/Pascom
JC Online

O colegiado do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural do Estado de Pernambuco aprovou nesta quinta-feira (27) o tombamento da Igreja Matriz de São José, localizada no bairro de São José, na região central do Recife. O colegiado acolheu por unanimidade o parecer do conselheiro frei Luís de França Fernandes. A decisão será publicada no Diário Oficial do Estado.

Enquadrada como uma igreja de estilo classicista imperial, a matriz de São José tem construção datada no ano de 1844. O imóvel, no entanto, está interditado desde 2013, por conta do desabamento de seu telhado. Com o desabamento, as missas vêm sendo celebradas na capela da Santíssima Trindade, localizada na avenida Dantas Barreto. Apenas as atividades administrativas da secretaria paroquial continuam acontecendo no anexo do templo.

De acordo com o conselheiro frei Luís de França Fernandes, autor responsável pelo parecer, afirmou que o tombamento representa a preservação do bem. “A matriz de São José é dotada de uma arquitetura e uma história de relevância para o bairro", declarou.



O padre José Augusto Esteves, pároco da matriz há 48 anos, tentou várias alternativas para conseguir recursos para reformas na igreja. Com o tombamento, espera-se que a Igreja possa receber o apoio público para que obras emergenciais possam ser realizadas no local.

A maior atração da igreja está nas portas internas da sua entrada principal, confeccionadas em pau-brasil. Outro destaque, presente em seu interior, são os dois quadros, de autor desconhecido, mostram Dom João Marques Perdigão, bispo da então diocese de Olinda, à época da construção do templo, e Deão Farias, personagem da época.


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