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Litoral

Construção dificulta circulação de banhistas na Praia de Muro Alto

Após alerta de turista para o muro de concreto o Ministério Público Federal vai intervir. Muro Alto fica em Ipojuca, litoral pernambucano

Publicado em 16/09/2017, às 07h07

O muro cria uma barreira na praia. Na maré alta ninguém consegue passar pelo local / Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
O muro cria uma barreira na praia. Na maré alta ninguém consegue passar pelo local
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Da Editoria Cidades

O Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimento para investigar uma construção, possivelmente irregular, na Praia de Muro Alto, localizada em Ipojuca, município do Grande Recife. A medida foi anunciada após a divulgação de vídeo nas redes sociais no qual uma turista denuncia um muro de concreto que restringe a circulação de banhistas em área pública. O hotel citado nega irregularidades.

Em despacho assinado esta semana, o procurador Antônio Nilo Rayol Lobo Segundo determina envio de ofício ao Nannai, responsável pela construção, dando prazo de cinco dias para o empreendimento apresentar documentos que comprovem a regularidade do muro. O procurador do MPF também solicita informações sobre o muro à Secretaria de Patrimônio da União (SPU-PE).

A SPU tem prazo de cinco dias para responder se o muro está regularizado e, se for, necessário, fazer inspeção na Praia de Muro Alto. Ofício semelhante receberá a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Ipojuca, para se pronunciar sobre a edificação. O assunto será discutido em reunião administrativa na Procuradoria da República (Polo Cabo de Santo Agostinho-Palmares), dia 28 de setembro próximo, às 10h.

De acordo com o comerciante e surfista da Praia de Muro Alto Davi Menezes, o muro de concreto teria sido erguido há mais de um ano para substituir uma cerca de coqueiros que havia desabado. “Acionamos o Ministério Público, a construção ficou embargada dois dias e depois fizeram essa aberração”, declara Davi Menezes, que aluga guarda-sol a banhistas na praia, próximo ao Nannai.

Quinta-feira passada (14/09), os turistas cariocas Rosalvo Alves de Lima e Daiana de Lima Cardoso tentaram passar pelo muro para alcançar a praia, desistiram e resolveram procurar outro caminho. “Estou achando meio ruim passar entre o muro e o mar”, afirma Daiana Cardoso. “O rapaz que faz passeio de buggy falou que aqui não daria para tomar banho, mas não disse que tinha esse muro no caminho, encontramos o muro alto de verdade”, diz ela.



Turistas de Campinas (SP), Ana Carolina Martins de Seixas Queiroz e Felipe de Seixas Queiroz também se surpreenderam com o muro na faixa de areia. “É esquisito, na maré alta não dá para descer até a praia”, comenta Ana Carolina Martins. “Eu achei que não teria como continuar pela praia e ia voltar, mas um casal nos viu e avisou que tinha um batente e dava para descer”, declara.

Para Felipe Seixas, o muro cria uma barreira de separação na praia. “É um limitador”, comenta. O surfista Davi Menezes acrescenta que outro empreendimento, em Ipojuca, está impedindo o principal acesso à Praia do Cupe, vizinha de Muro Alto. “Fecharam a alameda para uma obra há um ano e meio e o acesso passou a ser feito por dentro de um restaurante, a cerca de 700 metros”, diz.

EMPREENDIMENTO

Procurado para falar sobre a construção do muro, o gerente do Nannai Residence Muro Alto informou, pelo porteiro, que não estava autorizado a dar entrevistas e nem indicou outra pessoa para prestar informações. A Secretaria de Meio Ambiente de Ipojuca alegou que o secretário e todos os técnicos estavam participando de audiência pública sobre a Área de Proteção Ambiental (APA) Marinha Recifes Serrambi, ontem, e também não se pronunciou.

Quanto ao acesso à Praia do Cupe, na lateral do Beach Class Residence Eco Life, a empresa Moura Dubeux disse que está promovendo melhorias no local, com a criação de calçada, paisagismo e iluminação. A circulação está limitada temporariamente para segurança da população e realização da obra. A intervenção é feita em parceria com a gestão municipal e será concluída no fim de outubro, com a liberação do trânsito aos pedestres, garante a empresa.


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Comentários

Por italo,16/09/2017

A maioria dos bares que ficam nas areias das praias jogam os seus dejetos no mar e OS GOVERNANTES não tomam as devidas providências, além de ocupar o espaço que pertence ao povo. É um absurdo esses bares na orla, pois para sentar na orla eles cobram altos valores e ficam cobrando pela cadeira e muitas vezes consumação mínima.

Por Waldir ,16/09/2017

A cidade toda está sendo ocupada irregularmente, mesas nas calçada, camelôs nas calçadas, bancas de revistas nas calçadas (se quiser um exemplo em frente ao hospital do servidor), lava jato nas calçadas, oficinas nas calçadas, borracheiros nas calçadas, barracas nas calçadas (exemplo hospitais das clínicas na UFPE), Buracos nas calçadas, parou por aqui e pergunto: existe autoridade na cidade?

Por Contribuintes,16/09/2017

Alguém pode informar como e onde ativar PROCESSOS por OMISSÃO contra fiscais e representantes legais de órgãos publico competentes que deveriam fiscalizar, interditar e impedir invasao de áreas publica? Vamos agir para evitar que fechem os poucos acessos restantes e também a orla da areia da praia.

Por José Brasilis Corruptus,16/09/2017

Se desse eu postava aqui as invasões na praia de Porto de Galinhas. Qualquer um pode identificar a invasão. E tecnicamente, qualquer fiscal de posse das planatas pode autuar estes proprietários da coisa pública. À praia do Paiva só se tem acesso por pequenos corredores. Privatizaram a costa naquele pedaço. E ainda cobram pedágio. Assim tb quiseram fazer no cais José Estelita em Recife, que graças a atuação do ministério público, o projeto não avançou. É da hora do ministério público atuar e autuar novamente estes proprietários das capitanias hereditárias. Passou da hora na verdade!!

Por Adriana,16/09/2017

E os bares irregulares em toda orla da região metropolitana do Recife, ninguém fala... tirando o direito de ir e vir do cidadão.



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