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Segurança pública

Movimento PE de Paz cobra segurança pública ao governo em ato na rua

Balões pretos, cartazes e cruzes foram colocados na Ponte Duarte Coelho neste sábado (28), pelo PE de Paz, chamando a atenção para os homicídios

Publicado em 28/10/2017, às 13h11

Sociedade cobrado do governo ações de combate à violência em protesto no Centro do Recife / Foto: Luiz Pessoa/JC Imagem
Sociedade cobrado do governo ações de combate à violência em protesto no Centro do Recife
Foto: Luiz Pessoa/JC Imagem
Da Editora Cidades

De janeiro a setembro de 2017, 4.145 pessoas foram assassinadas em Pernambuco. Antes mesmo de acabar o ano, o número se aproxima das estatísticas de 2016, quando a Secretaria de Defesa Social do Estado registrou 4.470 homicídios de janeiro a dezembro. “É uma vergonha para o governo”, declara o aposentado Enedino Seabra, ao participar na manhã deste sábado (28/10) do protesto contra a violência promovido pelo Movimento PE de Paz na Ponte Duarte Coelho, localizada no Centro do Recife.

Enedino Seabra é primo de Maria Alice Seabra, jovem de 19 anos estuprada e assassinada pelo padrasto, o auxiliar de pedreiro Gildo da Silva Xavier, em 19 de junho de 2015. “Vim dar apoio ao movimento, participo de todo ato de protesto contra a violência realizado no Recife. Não venho apenas por causa da minha prima, eu luto pela causa de todos porque ninguém está livre das tragédias e da falta de segurança”, declara o aposentado.

O ato de protesto é uma maneira de chamar a atenção da sociedade para o aumento da quantidade de homicídios e de cobrar providências ao governo do Estado. “O número de assassinatos de janeiro a setembro de 2017 é 31,5% maior do que o número registrado no mesmo período em 2016. É, também, 81% a mais do que os homicídios de 2013, o melhor ano do Pacto pela Vida”, afirma o pastor Tales Ferreira, um dos integrante do PE de Paz.

Segundo ele, as estatísticas da Secretaria de Defesa Social confirmam 162 estupros em setembro de 2017 no Estado. O Sindicato dos Rodoviários contabiliza 300 assaltos a ônibus no Grande Recife em setembro e 2.954 coletivos assaltados em Pernambuco de janeiro a setembro de 2017, acrescenta Tales Ferreira. O PE de Paz foi criado em fevereiro último por igrejas e organizações sociais cristãs em função do aumento dos homicídios.



POLÍTICAS PÚBLICAS

“Ninguém se sente seguro nos ônibus, o governo precisa fazer alguma coisa para aumentar a segurança”, destaca o radialista Samuel Caetano, ao passar com a família pela Ponte Duarte Coelho, onde o PE de Paz amarrou 4.500 balões pretos, cada um simbolizando as pessoas assassinadas em Pernambuco. “O número de homicídios é absurdo”, ressalta Elenaide Souza, mãe de Samuel Caetano, ao observar a faixa atada à ponte com os dados dos assassinatos no Estado.

Com o microfone na mão, o pastor José Marcos da Silva, integrante do PE de Paz informava aos motoristas em trânsito pela Rua da Aurora (esquina com a Avenida Conde da Boa Vista) e aos passantes, que Pernambuco é responsável por 50% do crescimento do número de assassinatos no Brasil. “De cada 100 homicídios ocorridos no País, 10 são de pernambucanos. Precisamos cobrar do governo políticas públicas para a segurança da população”, afirma José Marcos.

Tales Ferreira esclarece que nenhum dos integrantes do PE de Paz perdeu parentes por morte violenta. “Somos movidos pelo amor ao próximo, nosso trabalho é voluntário e tudo o que estamos pedindo está previsto no Pacto pela Vida (programa do governo do Estado criado dez anos atrás)”, diz.


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Comentários

Por Ibrahim correa,30/10/2017

Grande parte desses crimes estão ligados ao consumo e ao tráfico de drogas.são jovens,adolescentes sem perspectivas numa sociedade consumista,sem família estruturadas são arregimentadas para o mundo do crime,sendo as principais vítimas ,trata-se de problema social que para se resolver não precisa de enfeitar a cidade de policiais. Mil, dois mil...uma patrulha em cada rua, daqui uns ano um policial em cada em cada casa e talvez não dará conta... Parte dessas vítimas já sabem que vão morrer por ordem do traficante da área: comprou a droga e não pagou,vendeu e não prestou conta, suas famílias não aguenta pagar as dívidas e eles pagam com suas próprias vidas. Quando a policia apreende drogas e dinheiro deles a família tem que ressarcir o prejuízo ... Quem matam elas são os próprios amigos da roda das drogas,que são atraídos para algum lugar,distante do alcance da polícia,e são executados em troca do perdão de suas dívidas e algum troco em dinheiro. Temos que estruturar as famílias como célula mater da sociedade com valores sociais e religiosos.

Por Sávio,29/10/2017

A segurança por aqui só irar melhorar se mudar de governador, esperar que o próximo também não seja bundão e político tipo Santo Aleixo, "nada fiz, nada deixo" como este atual

Por socram,28/10/2017

Pernambuco: "terra de ninguém". Agora: não paguemos os impostos, que nos são "impostos" (que nos obrigam a pagá-los, para suprir os caixas-dois, dos políticos), para ver o que nos acontece...

Por ismae barbosa campos,28/10/2017

Se o governo de Pernambuco se preocupasse com a segurança publica assim como se preocupa com a reeleição, o estado de Pernambuco seria o lugar mais seguro do mundo.



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