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INSEGURANÇA

Operação promete reforço policial no Centro do Recife

Secretaria de Defesa Social triplica número de agentes em locais de comércio

Publicado em 02/11/2017, às 07h25

Militares vigiam locais de maior incidência de assaltos / Bobby Fabisak/JC Imagem
Militares vigiam locais de maior incidência de assaltos
Bobby Fabisak/JC Imagem
JC Online

Os comerciantes e frequentadores de bairros do Centro do Recife como Santo Antônio, São José e Boa Vista passaram boa parte do ano gritando por socorro, alertando para a epidemia de violência – na forma de pequenos roubos – que dominava o local. O assunto foi tema de uma matéria do JC em abril, e a reclamação já era antiga, assim como a falta de patrulhamento. Apenas a partir de ontem, um reforço policial começou a funcionar na área. A Operação Cerne é definida pela Secretaria de Defesa Social (SDS) como um esforço integrado das Polícias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros, para dar mais segurança a um perímetro de 5,3 quilômetros, que ainda engloba o bairro da Soledade.

A promessa é de triplicar o número de policiais militares (a PM não forneceu o total do efetivo) em pontos de maior incidência de assaltos, entre os quais, segundo a própria corporação, estão a Avenida Conde da Boa Vista e Ruas da Palma, Direita, Nova e Concórdia. A área de abrangência da operação conta com uma população estimada em 67,5 mil habitantes. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL), 1,2 milhão de pessoas circulam diariamente pelo local, que concentra o comércio mais tradicional da cidade. A operação chega para tentar garantir tranquilidade para o período mais movimentado para lojistas e consumidores – festas de final de ano e recebimento do décimo-terceiro salário. Não há data para que a iniciativa seja interrompida.

PATRULHAMENTO

O policiamento contará com militares a pé, de bicicleta, moto e a cavalo, além das viaturas. Todos os PMs envolvidos no patrulhamento estão identificados pelo uso do boné laranja, e muitos estão disponibilizados em tablados confeccionados e cedidos pelos lojistas. A Polícia Civil disponibilizou uma nova delegacia (localizada na esquina das Ruas da Aurora e Princesa Isabel) para atender às ocorrências na área e também promete atuar na identificação de pontos de receptação de mercadorias roubadas e pirataria. Já o Corpo de Bombeiros promete inspecionar 700 imóveis para avaliar o estado de conservação, principalmente, das marquises.



A operação conta com o apoio de entidades de lojistas do Centro. Segundo a SDS, os comerciantes se comprometeram a agilizar a entrega de imagens dos circuitos de monitoramentos das lojas, para que o materiale possa auxiliar em eventuais investigações. “Além disso, serão organizados grupos de Whatsapp entre comerciantes e os comandos das polícias, para facilitar o fluxo de informações. Os seguranças das lojas também serão capacitados para fornecer dados mais qualificados para os policiais”, comenta o secretário-executivo de Defesa Social, Humberto Freire.

Segundo o comandante da Diretoria Integrada Metropolitana (DIM) da PM, coronel Ricardo Barbosa, o perfil das ocorrências na área da operação é o pequeno roubo, principalmente para a subtração do telefone celular. “Nossa experiência mostra também que o assaltante tem sempre algum envolvimento com o consumo de drogas, principalmente do crack. São pessoas que precisam de um produto de roubo que possam trocar facilmente pelo entorpecente”.

O presidente da CDL Recife, Eduardo Catão, confirma que o problema da segurança no Centro é antigo. Segundo ele, há cerca de quatro meses, uma comissão de lojistas se encontrou com o governador Paulo Câmara e entregou uma radiografia da insegurança no local, realizada pelas próprias entidades. Quanto ao prejuízo que pode ser evitado com a presença mais ostentiva das polícias nas ruas do perímetro da operação, Catão diz não ter como medir. “O importante é que nosso pleito foi atendido e o comércio tem tudo para viver um final de ano mais tranquilo, o que é bom para lojistas, consumidores e para a economia do Estado”.


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