Jornal do Commercio
Inquérito concluído

Motorista dirigia a 108 km/h quando matou três pessoas na Tamarineira

Carro atingido estava a 30 quilômetros. Inquérito foi enviado ao MPPE

Publicado em 04/12/2017, às 22h09

João Victor teve ferimentos leves e está preso preventivamente no Cotel / Felipe Ribeiro/JC Imagem
João Victor teve ferimentos leves e está preso preventivamente no Cotel
Felipe Ribeiro/JC Imagem
Cidades

O jovem João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, de 25 anos, dirigia a 108 km/h o Ford Fusion que atingiu o Toyota RAV4 conduzido, a 30 km/h, pelo advogado Miguel Arruda da Motta Silveira Filho, 46, no dia 26, na Tamarineira, Zona Norte do Recife. No acidente, morreram a mulher do advogado, Maria Emília Guimarães, 39 anos; seu filho Miguel Arruda da Motta Silveira Neto, 3; e a babá grávida de três meses Roseane Maria de Brito, 23. Ele e a filha de 5 anos continuam internados. Laudo pericial constatando as velocidades faz parte do inquérito que foi remetido nesta segunda-feira (4) ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). João Victor pode pegar até 70 anos de prisão.

O resultado das investigações será apresentado às 10h desta terça-feira (5), pelo delegado Paulo Jeann, em coletiva à imprensa, na sede da Polícia Civil, na Boa Vista, Centro do Recife. A informação inicial do delegado era de que indiciaria João Victor por triplo homicídio e lesão corporal dupla grave, além de solicitar renovação de sua prisão preventiva, cujo prazo vence nesta quarta. 

Na coletiva, será detalhado se o crime foi considerado doloso (quando se assume o risco) ou culposo (sem intenção) e apresentadas as perícias realizadas. Não foi feito exame toxicológico, para saber se João Victor havia consumido outra droga além do álcool, porque havia passado o tempo para isso. No dia do acidente, o motorista havia feito apenas o teste do bafômetro, que apontou 1,03 miligrama de álcool por litro de sangue, quando o aceitável é 0,05 miligrama.



João Victor está preso preventivamente no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. A Justiça negou pedido inicial de seu advogado para que ele trocasse o presídio por uma clínica de tratamento para pessoas com dependência química. A família afirma que ele já foi internado duas vezes, em 2014 e 2016.

MUITA BEBIDA

Amigo que prestou depoimento à polícia informou que eles beberam um litro de uísque em uma hora e Victor ficou passando mal, instantes antes do acidente, por volta das 19h30. Ele teria sido deixado pelos amigos dormindo no carro, com a chave na ignição para que o ar-condicionado ficasse ligado.

Em alta velocidade, Victor avançou o sinal vermelho, no cruzamento da Avenida Rosa e Silva com Rua Cônego Barata, atingindo a lateral do carro da família Motta Silveira. Morreram a servidora do Tribunal de Justiça Maria Emília Guimarães Silveira, 39 anos, o filho Miguel Arruda da Motta Silveira Neto, 3, e a babá Roseane Maria de Brito, 23, que estava grávida. Miguel e a filha Marcela ficaram gravemente feridos.


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Comentários

Por WELLINGTON,13/12/2017

Esse código penal brasileiro, não pode ser reformulado pois os legisladores esses sim tem a maior culpa no cartório.Pais de corruptos.

Por Fábio,05/12/2017

Só uma correção. Assumir o risco não caracteriza crime doloso. Sequer com dolo eventual. Já existe precedente do STF sobre o assunto. Ocorre que a lei do CTB conflita com a constituição. O inquérito sempre acaba reformado para homicídio culposo com agravantes. Homicidio doloso só ocorre quando há intenção deliberada de ferir ou matar e mesmo alcoolizado e em alta velocidade não há como afirmar que a intenção do motorista era essa.

Por Aderbal,05/12/2017

Como nesse Brasil justiça só tem validade para quem tem dinheiro e influência. Parece que esse monstro vai ficar preso por uns 2 anos, e estará livre. Atropelamento não existe justiça !!!

Por Rafael,05/12/2017

Só eu achei os amigos tão culpados quanto o rapaz do acidente? Como bebem 1 litro de uísque em uma hora, deixam o amigo bêbado dentro do próprio carro e com a chave na ignição?

Por Gil,05/12/2017

O grande problema no Brasil é que a justiça não funciona, cadeia foi feita só pra pobre, tem que reformular esse código penal obsoleto e punir realmente os criminosos, essa cara em um pais como Estados Unidos jamais estaria solto e possivelmente teria pena de morte. Por isso que o Bolsanaro ta subindo nas pesquisas.



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