Jornal do Commercio
CANDOMBLÉ

Caminhada homenageia Iemanjá em Olinda e no Janga

A caminhada partiu do Terreiro de Pai Edu, no Alto da Sé, até a Praça do Carmo. De lá, seguidores do candomblé foram até a imagem de Iemanjá no Janga

Publicado em 07/12/2017, às 23h00

Celebração teve início com ritual de danças e cantos para chamar os orixás / Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Celebração teve início com ritual de danças e cantos para chamar os orixás
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
JC Online

Enquanto o Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife, está tomado de católicos para homenagear Nossa Senhora, os seguidores do candomblé se reuniram, nesta quinta-feira (7), em uma caminhada, de Olinda até o Janga, na Região Metropolitana, para celebrar Iemanjá, mãe de todos os orixás e uma espécie de representante da santa católica dentro da religião de matriz africana.

A Caminhada Azul de Iemanjá, que não era realizada há 30 anos por motivos de saúde do babalorixá Pai Edu, do Palácio de Iemanjá (Terreiro de Pai Edu), no Alto da Sé, voltou neste ano sob liderança da mãe pequena do terreiro, Juliana Barbosa, filha caçula dele, que morreu em 2011.

“Pai Edu fez a caminhada entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1980. A celebração importa porque ela é dona da casa, o Palácio de Iemanjá. E é mais importante ainda porque vamos voltar a colocar as oferendas na imagem idealizada pelo meu pai, no Janga”, afirma.



Sincretismo religioso

A data escolhida para a homenagem, véspera do dia de Nossa Senhora da Conceição, é resultado do sincretismo religioso, conforme explica a mãe pequena.“A questão do sincretismo desde a senzala fez com que as celebrações para os orixás fossem feitas em datas coincidentes aos dias dos santos católicos, por conta dessa necessidade de sobrevivência do culto na época”.

O catolicismo e o candomblé se misturaram entre os que foram acompanhar a celebração. Uma dessas pessoas foi uma desempregada de 26 anos, que prefere não se identificar por medo de ser alvo de preconceito da mãe evangélica. "Visitei o Morro da Conceição, estou com pulseira e tudo, e agora vim acompanhar a caminhada. Nunca tinha vindo. Ela é a Rainha das Águas, acredito que o que se pede a ela dá para conseguir”.

A programação começou por volta das 18h, no Palácio de Iemanjá, com um ritual que envolve danças e cantos para chamar os orixás. Horas depois, os fiéis saíram em caminhada até a Praça do Carmo, de onde partiu uma carreata até a imagem de Iemanjá, na ponte do Janga. No local, eles fizeram suas oferendas e pedidos à Rainha do Mar.


Palavras-chave

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

JC recall de marcas 2017 JC recall de marcas 2017
Conheça o ranking das marcas que têm conseguido se manter no topo da preferência dos pernambucanos. O rol é resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Harrop, há duas décadas parceiro do Jornal do Commercio na realização da premiação
10 anos do IJCPM 10 anos do IJCPM
O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) comemora 10 anos de história, contribuindo para transformar a vida de jovens de comunidades com histórico de desigualdade social nas cidades de Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju
Chapecoense: um ano de saudade Chapecoense: um ano de saudade
Um ano de saudade. Foi isso que restou. A maior tragédia do esporte mundial, no dia 29 de novembro de 2016, quando houve o acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, em Medellín, na Colômbia, fez 71 vítimas. Entre elas, dois pernambucanos

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM