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Estudo

Três cidades pernambucanas entre as dez que mais desperdiçam água

Movimento Menos Perda, Mais Água, do Pacto Global, fez comparativo entre dados das cem maiores cidades brasileiras

Publicado em 12/06/2018, às 08h08

É comum encontrar tubulações estouradas, mas Compesa diz que maior perda é com ligações clandestinas / Aline Araújo/JC
É comum encontrar tubulações estouradas, mas Compesa diz que maior perda é com ligações clandestinas
Aline Araújo/JC
Cidades

Entre as dez cidades que mais desperdiçaram água tratada em 2016, três são de Pernambuco. Paulista, Olinda e Recife ficaram na segunda, quinta e oitava posição no ranking, com índices de perda de 67,92%, 62,70% e 61,16%, respectivamente, segundo estudo do Movimento Menos Perda, Mais Água, do Pacto Global – iniciativa da ONU para mobilizar o empresariado, feito com o Instituto Trata Brasil e com a Go Associados, divulgado nesta segunda. O volume de perda no País equivale a sete mil piscinas olímpicas por dia.

Foram avaliadas as cem maiores cidades metropolitanas brasileiras e Pernambuco foi o único estado com três na lista de maiores índices de perda. A primeira colocada, contudo, foi Porto Velho, capital de Rondônia, com perda de 70,88%, enquanto a média brasileira é de 38,01%. O desperdício ocorre em razão de vazamentos nas tubulações, erros ou falta de leitura de hidrômetros, fraudes e clandestinidade.

“O estudo foi feito com base nos últimos dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snif), que congrega todos os municípios do Brasil”, explica o coordenador da pesquisa, o economista Pedro Scazufca, da Go Associados. Como os dados são secundários (não é feita medição nos locais), não houve indicadores de nenhum motivo que levasse Pernambuco a ter três cidades com os piores resultados. Mas Caruaru também estava na pesquisa e ficou com índice de 34%.
“Nossa principal conclusão é que as perdas representaram um valor de 10,5 bilhões em 2016. No mesmo período o setor investiu R$ 11 bilhões, ou seja, perdeu mais de 90% do que investiu, então, se conseguir reduzir perda vai poder investir mais”, salienta o economista.



O secretário-executivo do Pacto Global, Carlo Pereira, declara que a ideia do movimento é dar visibilidade aos números, para que a sociedade possa cobrar melhorias. “Não podemos tolerar esses índices. O Nordeste enfrentou sete anos de seca, o Sudeste, uma crise hídrica que veio e se estabeleceu. Temos que nos envolver com essa agenda”, defende.

METODOLOGIA

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), por meio de nota, diz que o estudo é feito com base nas perdas de distribuição, “que tecnicamente não é a forma ideal de comparar os sistemas”. E cita o caso de Caruaru, que está abaixo da média nacional “por restrição da oferta de água”. A melhor forma, diz, seria avaliar o desempenho operacional de cada sistema. O órgão informa que o índice de perda em todo o Estado é de 37,24% e já chegou a 58,36% em 2007, tendo caído pelos investimentos realizados, que somam hoje R$ 400 milhões, sendo o maior motivo das perdas as ligações clandestinas.


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Comentários

Por Regina ,12/06/2018

Como o povo pode gastar água se elas mal chegam nas suas casas ? Isso acontece pelo descaso da Compesa que não reparam os vazamentos .

Por José Jorge Alves ,12/06/2018

Tem certeza de que é por culpa da população? Ou será descaso de quem deve reparar os vazamentos maciços, que vemos a cada dia, nas vias públicas?

Por Luciano Bastos,12/06/2018

Há um sério problema de educação e compromisso por parte dos ditos cidadãos. Na rua Ribeiro de Brito em Boa Viagem, no número 421, há um vazamento que vem da sede de um Sindicato que perdura há meses. A Compesa deveria poder cobrar multa em razão desse desperdício.



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