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Desfile de escolas de samba do Recife tem atrasos mas atrai grande público

As grande rivais Galeria do Ritmo e Gigante do Samba ficaram para o final

Publicado em 12/02/2013, às 08h36

 / Foto: Guga Mattos / JC Imagem

Foto: Guga Mattos / JC Imagem

Mariana Araújo

Seis escolas de samba do grupo especial desfilaram na madrugada desta terça-feira (12) no Polo das Agremiações, na Avenida Nossa Senhora do Carmo, no Centro do Recife – Unidos de São Carlos, Preto Velho, Vila Escailabe, Limonil, Galeria do Ritmo e Gigante do Samba. Problemas não faltaram. Preto Velho entrou com 15 minutos de atraso porque um dos carros alegóricos apresentou problema. Era o mesmo carro que, no meio do desfile, desabaria parcialmente sobre seis integrantes. Ninguém ficou ferido gravemente, apenas escoriações leves.  A Limonil quase não coloca seu samba na rua. Um perrengue entre a presidência da agremiação e os puxadores do samba-enredo fez o desfile atrasar 30 minutos. “Temos que tomar isso como exemplo e nos juntarmos para organizar a casa. Ninguém merece passar por isso, nem a escola, nem o público”, desabafou em plena avenida o mestre da bateria, Gilmar Paulo da Silva.

A grande rivalidade do ziriguindum pernambucano ficou para o final, para testar o cansaço do público, que lotou as arquibancadas e ainda se espremia entre uma brecha e outra. Uma dessas pessoas era a cabeleireira Maria de Lourdes de Lima, 52 anos, e mais de 10 na arquibancada. “Amo samba, nunca desfilei, mas se tivesse oportunidade, sairia numa escola”, relatou. Para garantir seu lugar colada na grade e não perder nenhum detalhe, ela chegou às 19h, para esperar os desfiles que só começaram às 22h.


Galeria do Ritmo, que nasceu no Alto José do Pinho e migrou para o Morro da Conceição, repetiu o tema campeão de 1983, Raízes. Na avenida, as origens das religiões africanas. “Aquele foi o nosso ano de glória e queremos mostrar aos jovens como foi o nosso tema campeão, lembrado até hoje na comunidade”, disse um dos puxadores, Ricardo Dias, acrescentando o título que dá orgulho à Galeria: “Somos a única escola heptacampeã do Carnaval do Recife, de 2000 a 2006”.

Em seguida, a Gigante do Samba, de Água Fria, mostrou o mundo dos mares no seu samba-enredo A rainha que canta e dança em noite de lua cheia no reinado de Poisedon, misturando mitologia grega, Yemanjá e marinheiros. O resultado foi um desfile impecável, rico em detalhes, que terminou o percurso com direito a invasão da pista pelo público que assistia que e aos gritos de “É campeã!” por parte dos integrantes, que pareciam ignorar o cansaço. Entre elas, a rainha da bateria, Éricka Nascimento, 33 anos, e desde os oito na escola. Esse foi o seu segundo ano no posto mais cobiçado da escola. “É uma emoção muito grande, principalmente quando as pessoas me reconhecem. Muita gente que vem ver os desfiles me viu crescer na avenida”, disse. A “culpa” da formação sambista é da mãe, Edith da Silva, que foi passista da escola.


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