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Blocos tradicionais garantiram festa nas ladeiras de Olinda no sábado

No Sábado de Zé Pereira, muitos foliões escolheram ir a Olinda para curtir o Carnaval e não se decepcionaram

Publicado em 10/02/2018, às 21h20

Eu Acho é Pouco desfilou contra o preconceito neste Carnaval / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Eu Acho é Pouco desfilou contra o preconceito neste Carnaval
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Quem escolheu curtir o sábado de Zé Pereira (10) em Olinda não se decepcionou. Como todo ano, o primeiro dia do Carnaval na Cidade Patrimônio foi tranquilo, segundo avaliação dos foliões. Blocos tradicionais garantiram a festa. 

Como manda a tradição, os carnavalescos capricharam nas fantasias. Uma que chamou a atenção foi a dos cearenses Joaquim Carlos, Marcelo Rocha, Davi Carioca que se inspiraram nos ladrões da Casa da Moeda da Espanha, do seriado La Casa de Papel. “É o melhor Carnaval do mundo, está muito tranquilo e bem policiado. É a primeira vez que venho”, diz o fisioterapeuta Davi Carioca.

O ator, arte educador e produtor cultural Inácio Falcão se vestiu de Papa Frevo e até criou uma música para denunciar a corrupção. “Estou denunciando e orando pra que acabe a corrupção para ver se sobra dinheiro, educação e segurança pra nós”, disse. 

O Ceroula de Olinda vestiu vermelho e branco, diferente do tradicional azul e branco. Isso acontece porque a cada cinco anos o bloco troca as cores. A estimativa da organização é que cerca de sete mil pessoas participaram do desfile.

O diretor do bloco, Mário Araújo, afirma que desfilar no mesmo dia do Galo não é um problema, por causa do grande número de seguidores do Ceroula. "A família Ceroula é muito grande. Nós temos 1.600 associados. É tranquilo fazer a festa", comenta. A turma estava animada, cantando o tradicional hino do bloco ou gritando "ceroula!" pelas ladeiras.  




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O Eu Acho é Pouco lotou o Alto da Sé na hora da saída do bloco, por volta das 17h20. Centenas de pessoas vestidas de vermelho e amarelo se juntaram para seguir o dragão neste sábado. Nos 41 anos da agremiação, o tema foi "Preconceito é uma arma que mata, desarme-se!".

A foliã Ana Karla Vasconcellos foi para o bloco mesmo com a perna torcida. Com a ajuda do marido, João Victo Rocha, conseguiu subir as ladeiras até o Alto da Sé. "Eu venho desde criança. Já ela vem desde que começou a namorar comigo. Sem o Eu Acho é Pouco não tem Carnaval pra mim", comenta João.

PROGRAMAÇÃO

Neste domingo (11) tem mais folia em Olinda para quem ainda tem disposição. Às 8h, o ringue estará armado pelo bloco Mucha Lucha no Alto da Sé. Os super herois e os vilões também se reúnem no local para o Enquanto Isso na Sala da Justiça. 

A bateria do Patusco vai garantir a festa nas ladeiras. O grupo sai da Casa do Patusco, na Rua do Amparo, por volt adas 9h. De lá, os batuqueiros carregam o verde e preto do bloco pelas principais ruas da Cidade Alta.


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