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Mudança

Fim da meia passagem em dinheiro aos domingos não tem data definida

"No momento oportuno os usuários serão informados sobre a mudança", comentou o Grande Recife

Publicado em 03/01/2017, às 11h48

O direito à meia passagem valerá para os usuários que pagarem com o Vem Comum / JC Imagem
O direito à meia passagem valerá para os usuários que pagarem com o Vem Comum
JC Imagem
JC Online

A informação que tem sido compartilhada nas redes sociais sobre a suspensão da meia passagem aos domingos, para quem pagar em dinheiro, é verídica. Mas, de acordo com o Grande Recife Consórcio de Transporte, ainda não há uma data definitiva para a mudança acontecer, ao contrário da informação que está circulando. Quando entrar em vigor, só terão direito à meia passagem aos domingos, aqueles usuários que utilizarem o Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) comum.

"O Grande Recife Consórcio de Transporte informa que a data sobre o fim do desconto da meia tarifa aos domingos para o pagamento em dinheiro não está confirmada. O Consórcio informa ainda que no momento oportuno os usuários serão informados sobre a mudança", disse, em nota, o Grande Recife. A determinação está prevista na resolução nº 014/2016, do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), assinada no dia 23 de agosto de 2016. Na resolução, que entrou em vigor no dia 1º de setembro do ano passado, foi dado o prazo de 120 dias para os passageiros migrarem de dinheiro para o Vem comum. O assunto foi tratado em matéria publicada em setembro no blog De Olho no Trânsito.

A proposta foi apresentada pelo então vereador do Recife Luiz Eustáquio (PSB). "Nossa intenção era incluir os usuários do VEM comum, não excluir quem paga a passagem em dinheiro. Mas entendemos as razões do Conselho porque é necessário reduzir cada vez mais a circulação de dinheiro nos ônibus", afirmou o ex-vereador à época. 

Medida

O desconto de 50% vinha sendo dado aos passageiros pagantes em dinheiro desde 2004. A nova medida é uma estratégia do governo para reduzir a circulação de dinheiro nos coletivos, na tentativa de diminuir a quantidade de assaltos. Além desta, outras iniciativas com o mesmo objetivo estão sendo testadas na Região Metropolitana do Recife (RMR), como é o caso dos ônibus da linha 901 - TI Abreu e Lima/TI Macaxeira, que começaram a operar sem cobradores, em julho do ano passado.

Reação dos usuários

Nas redes sociais, os usuários de transporte coletivo expressaram descontentamento com a novidade. Um deles é o estudante Jameson Ramos, de 22 anos. Para ele, a mudança é "um absurdo". "Não concordo com isto. Para mim, é mais um resultado de todos os retrocessos sociais que estamos enfrentando", relatou, em entrevista ao JC Trânsito. Jameson declara que a solução para a insegurança nos coletivos seria o aumento da fiscalização. "Aumentar o número de viaturas circulando pelas ruas, só assim os assaltantes poderiam se sentir 'acuados' e pensariam duas vezes antes de assaltarem", comentou.

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Comentários

Por Josbiu,12/01/2017

Concordo com o comentário do leitor THIAGO,pois se essa fosse a solução não haveria assaltos nos trens do metrô ou BRTS - Acho que estamos vivendo uma das maiores crises e cada vez mais a solução para toda roubalheira cai nas costa da população, somos uma País pacífico , mas do jeito que vai uma dia acorda arrebenta e essas "reis maus coroados" vão provar do que eles vem instigando a décadas.

Por SANDRA GOMES,04/01/2017

David, me esclareça se nos países de primeiro mundo os ônibus são iguais aos usados aqui em Recife. se são superlotados, se são assaltados todos os dias? Os usuários dos ônibus são tratados como lixo pelos donos das empresas.

Por Antonio Carlos Santos,04/01/2017

Está virando zona. Agora, para dar gratuidade de passagem aos estudantes de colégios públicos o governo se interessa. Desde que eu sou menino essas passagens de estudantes era metade. O Parque Treze de Maio, está cheio de alunos em épocas de aulas, fumando maconha e crack e os governos estadual e municipal nada fazem para coibir. E os pais trabalhando para comprar livros para esses estudantes. Ou seja, para pagar passagens eles não tem dinheiro, mas para comprar maconha tem.

Por DAVID,03/01/2017

Retrocesso é o nosso estado não adotar uma pratica como essa, que já comum em diversas cidades, inclusive seria inusitado não ceder a essas mudanças de tecnologia em pleno seculo 21. A utilização de cartões pré-pago e inexistência de cobradores é um sinal de progresso e comum em todos os países de 1 mundo.

Por Felipe,03/01/2017

A redução da meia passagem aos domingos se traz algum benefício com certeza não é para a população e sim aos donos das empresas, já que sem dinheiro na mão do cobrador a primeira opção passa a ser o usuário que fica exposto a ação dos bandidos, agora pergunta ao vereador Luiz Eustáquio quantas vezes ele usou o transporte público para ir trabalhar e se o fez como ele se sentiu ?



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