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Polêmica

Presidente da Uber pede demissão após escândalos

Jeff Jones pediu desligamento da empresa no domingo (20). Segundo relatos, ele não estava conseguindo lidar com tantos problemas

Publicado em 20/03/2017, às 16h26

Jeff Jones foi presidente da empresa de setembro de 2016 até março deste ano / Reprodução/Twitter
Jeff Jones foi presidente da empresa de setembro de 2016 até março deste ano
Reprodução/Twitter
JC Online

Jeff Jones não é mais o presidente internacional da Uber. O americano pediu demissão de seu cargo nesse domingo (19), após diversos arranhões envolvendo o nome da empresa - especialmente casos de assédio sexual, processos e o recente vídeo vazado em que o CEO do aplicativo de caronas aparece em uma discussão ríspida com um motorista parceiro.

Apesar da boa experiência acumulada em outras empresas, Jeff se sentia extremamente pressionado para conseguir reverter os danos que a Uber vinha sofrendo. Outro ponto que se comenta é que ele teria se sentido desprestigiado quando o CEO da Uber, Travis Kalanick, estaria atrás de um COO (Diretor de operações), o que para ele seria um desprestígio.

Em nota, a Uber agradeceu "os seis meses em que esteve na companhia e que deseja tudo de bom". A saída de Jeff também não afeta diretamente o serviço da empresa no Brasil - Guilherme Telles segue como diretor geral do serviço no país.

Jeff Jones antes de entrar para a equipe da Uber, em setembro de 2016, tinha passagens em diversas empresas, tendo ganhado destaque ao ser CMO (cargo próximo a diretor de marketing) na varejista americana Target. Ele substituiu Ryan Graves, o nome que ajudou a transformar a Uber em potência e que hoje está lotado em outro projeto da empresa.

Escândalos 

A engenheira Susan Fowler denunciou, em  que um diretor da empresa a assediou sexualmente, levando a mulher a pedir desligamento. 

Outra polêmica foi a divulgação de um vídeo em que Travis Kalanick, CEO da empresa, aparece em uma discussão ríspida com um motorista do serviço. Processo judicial envolvendo uma acusação de roubo de informações e a possível sindicalização de parceiros na cidade americana de Seattle completam o lote de controvérsias.


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