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Obra

Moradores reclamam de buracos e engarrafamento na Ponte do Janga

Apesar da reforma, condições precárias do asfalto e os constantes engarrafamentos dão dor-de-cabeça à população

Publicado em 12/07/2017, às 08h20

A via, atualmente, passa por um processo de duplicação e restauração / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
A via, atualmente, passa por um processo de duplicação e restauração
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Diogo Cavalcante
dcavalcante@jc.com.br

Praticamente a única via de saída de muitos bairros de Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR), a PE-001, especialmente nas proximidades da Ponte do Janga, sofre com constantes congestionamentos e péssimas condições do asfalto. E a população, tanto do bairro paulistense quanto de Rio Doce, em Olinda, cidade vizinha, sofre.

A via, atualmente, passa por um processo de duplicação e restauração. No entanto, como ela só dispõe de duas faixas - de sentidos opostos - praticamente paralisa em horários de pico. E a situação se agrava durante o período de obras, quando é adotado o sistema de "pare e siga", aquele em que apenas uma faixa fica disponível para trafegar, com só um dos fluxos seguindo.

E assim, o "gargalo" da Ponte do Janga irrita quem precisa da travessia. Carla Albuquerque, analista de departamento pessoal e moradora de Paulista, diz que a situação está pior do que era. "Piorou depois que começou a obra de duplicação. Se formaram vários buracos que acabam causando engarrafamentos toda hora. Tem trecho na ponte que os carros precisam seguir na contramão pra não cair num deles", desabafa.

Também paulistense, o estudante João Felipe vai todo dia de carro para o Recife no horário de pico, enfrentando grandes congestionamentos, mas tem esperança que a situação melhore. "A gente tá sofrendo agora pra colher o bom lá na frente, né?", opinou. "Nascido e criado" em Rio Doce, o olindense Auremir Carvalho da Silva, de 63 anos, acha que a situação já foi pior: "Pra vista do que estava, tá melhorando".



Quase três anos

A execução da obra é de responsabilidade da Prefeitura do Paulista, em convênio com a Secretaria de Planejamento e Gestão do Governo de Pernambuco (SEPLAG). Os primeiros movimentos surgiram em 2015, quando o Estado repassou R$ 1,25 milhão à prefeitura.

Nesses três anos, saíram dos cofres do governo R$ 9,5 milhões. A obra toda tem extensão de 3,5 quilômetros. Atualmente, está em "fase de celebração" um aditivo com a Prefeitura de Olinda, referente a uma ligação direta entre a Avenida Marcos Freire e a PE-001 - quase concluída.

A Secretaria de Infraestrutura de Paulista, por meio de nota, afirmou que "70% da obra está concluída", mas não fez menção específica sobre a ponte em si. Sobre os buracos, diz que "foram provocados pelas chuvas intensas que castigam o município" e "que para efetuar recapeamento é necessário firmar o tempo". A previsão é que a obra seja entregue no final de 2017.

Quanto ao "pare e siga", a Prefeitura afirmou na nota que "só está sendo adotado quando existe interdição da PE-001" e que "esse procedimento só será usado pela empresa que executa a obra até o final do mês (julho)".


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