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Protesto

Duas pessoas ficam feridas em protesto no Cabo de Santo Agostinho

Criança de 7 anos e uma senhora de 48 anos ficaram feridas durante o protesto

Publicado em 08/11/2017, às 18h32

Segundo a PM-PE, as vítimas foram levadas para a UPA da Cohab / Foto: Reprodução/Google Street View
Segundo a PM-PE, as vítimas foram levadas para a UPA da Cohab
Foto: Reprodução/Google Street View
JC Online

Na manhã desta quarta-feira (8), uma criança de 7 anos e uma senhora de 48 anos ficaram feridas durante um protesto, no qual os manifestantes pediram a construção de moradias populares na cidade do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A Polícia Militar (PM) e os manifestantes entraram em confronto e acabou ocasionando os ferimentos das vítimas.

Uma testemunha, que mora em frente à representação municipal, presenciou cenas da dispersão do grupo. "Eu consegui visualizar uma menina socorrida nos braços de duas pessoas. Os manifestantes teriam recusado o socorro à criança, que foi levada pelos adultos", disse o morador, que preferiu não se identificar.

A UPA da Cohab não divulgou o estado de saúde das vítimas e a Secretaria de Saúde do Município do Cabo de Santo Agostinho não foi achada para falar sobre as vítimas.



Nota da Polícia Civil

"A Polícia Militar informa que durante protesto realizado por movimentos de Luta por Moradia, na manhã de hoje (08/11), no Cabo de Santo Agostinho, manifestantes tentaram derrubar as grades da prefeitura do município. Pedras foram arremessadas contra o efetivo, que por sua vez utilizou gás de pimenta conter o grupo. Houve correria, e uma senhora de 48 anos e sua sobrinha de 7 anos foram derrubadas por outros manifestantes. Ambas foram socorridas por populares, que recusaram a oferta de ajuda pelas viaturas da PM-PE, e levadas para a UPA da Cohab. Ambas reclamavam apenas de mal estar por conta dos efeitos do gás.

Segundo laudo médico da unidade de saúde, a criança foi recebida na unidade “com queixa de dor torácica” provocada pela queda da familiar por cima dela. Segundo o documento, ela estava (cerca de 30 minutos após a confusão no protesto) em bom estado geral, consciente, orientada e sem alterações ao exame físico geral. Por segurança, foi recomendado que ela permanecesse em observação na unidade por seis horas.

É importante frisar, ainda, que a PM é uma instituição calcada no respeito aos direitos humanos e aos movimentos sociais, tento em sua estrutura, inclusive, diretorias especializadas nessa atuação. A PM não permitirá, porém, que a desordem, a violência e o desrespeito às instituições imperem, quaisquer que sejam as motivações."


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