Criada em outubro de 2005, a Biblioteca Comunitária Caranguejo Tabaiares, na comunidade de mesmo nome, na Ilha do Retiro, Zona Oeste do Recife, cresceu tanto que exigiu ampliação de espaço. Uma nova sede começou a ser construída em novembro do ano passado. Até agora, no entanto, o prédio só tem a base levantada. Falta dinheiro para concluir o edifício. Por isso, a obra está parada.
O coordenador da biblioteca, Reginaldo Pereira, estima que são necessários entre R$ 80 mil e R$ 100 mil para terminar a construção. “Começamos a nova sede graças a doações de amigos e empresas. Mas infelizmente não deu para continuar, porque o dinheiro acabou. Estamos em busca de novos parceiros”, afirma Reginaldo.
O terreno foi comprado com dinheiro repassado pela cidade de Nantes, na França. Alunos da Escola Politécnica de Pernambuco, da Universidade de Pernambuco (UPE), fizeram o projeto. A construtora Potencial doou tijolos, cimento, ferragens, areia e brita.
“Será a realização de um sonho, se conseguirmos concluir o prédio até o meio do ano. Pretendemos realizar no novo espaço as atividades nas férias dos estudantes. Jovens da comunidade que estão sem trabalhar ajudam com a mão-de-obra na construção do prédio”, diz Reginaldo.
A atual biblioteca recebe até 25 pessoas por dia. Não há mais gente porque o espaço é apertado. “Temos que mandar voltar para casa ou fazer uma escala de visitas. Ficamos felizes com a procura pelos livros, mas tristes por não comportar todos que aparecem”, afirma o coordenador. O prédio em construção poderá abrigar entre 150 e 200 visitantes. Terá térreo e primeiro andar, com sala de leitura e sala para atividades, como contação de histórias.
O acervo inicial, de 800 livros, foi doado pela Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (FCAP), Etapas, Centro Josué de Castro, Fase e Escola Maria Goretti. Atualmente, há aproximadamente 4.500 volumes.
“Meus netos frequentam a biblioteca quase todos os dias. Eu também vou sempre. Nossa comunidade ganhou muito com a criação do espaço porque ocupa o tempo das crianças quando saem da escola. E para nós adultos também é muito bom”, comenta a autônoma Cleonice Maria da Silva, 57 anos.
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