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Restauração da orla de Jaboatão esbarra na burocracia

Plano milionário de contenção do mar não começou por falta de licença. Estado prevê liberação em dois meses

Publicado em 26/09/2012, às 07h23

João Carvalho

 / Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

A burocracia é o motivo para o atraso do maior plano já elaborado beneficiando a orla de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, relacionado a contenção do mar e reestruturação da faixa de areia da praia. O projeto foi elaborado e a verba aprovada. Mas a falta de uma licença da Agência de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), autorizando a obra, está atrasando o trabalho, de acordo com a prefeitura da cidade. Somente com a aprovação da CPRH vai ser possível a reconstrução de 5,8 quilômetros da orla de Jaboatão, impedindo que o mar cause ainda mais transtornos para a população e o comércio da beira-mar. O plano está orçado em R$ 40 milhões e já deveria ter sido colocado em prática.

O entrave está num último pedido feito pelo governo do Estado. A Secretaria de Meio Ambiente solicitou ao Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) um levantamento do impacto ambiental do programa. A previsão é que o material fique pronto em 60 dias. Em seguida, o estudo é enviado à CPRH, que pode autorizar ou pedir novos ajustes para liberar a licença ambiental pendente.

Em novembro do ano passado foi assinado um convênio entre a prefeitura e o Ministério da Integração Nacional para a realização do trabalho. O projeto executivo elaborado pela Coastal Planning Engineereing do Brasil, depois de uma licitação, prevê o engordamento artificial da orla, com a utilização de 900 mil metros cúbicos de areia, o equivalente a 60 mil caminhões tipo caçamba. Para isso as Praias de Piedade, Candeias e Barra de Jangada receberão aterramento, feito por um navio com equipamento que atua através de dragagem. Durante o estudo foi descoberto uma jazida de areia em alto-mar, a 14 quilômetros da orla da Praia de Xaréu, no município vizinho do Cabo de Santo Agostinho, tornando a obra mais prática.

Moradores estão preocupados. Síndico de um edifício na beira-mar de Piedade, Almachio Coelho é também vice-presidente da Associação dos Moradores da Orla. “Acompanhamos todo o processo desde o início. Não estamos entendendo por que essa obra não teve ainda a resposta dos órgãos competentes, já que tudo está pronto”, comentou. “A preocupação é que a burocracia acabe prejudicando e nos colando em risco”, destacou.


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