Jornal do Commercio
UFPE

Aluna acusa professor Jorge Zaverucha de assédio

Na queixa, mulher afirma que docente teria tentado segurar a mão da vítima e apalpado seus seios e nádegas

Publicado em 31/05/2011, às 09h22

Do JC Online

Uma mestranda e funcionária da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) prestou uma queixa, na última quinta-feira, na 1ª Delegacia da Mulher, denunciando o professor e cientista político Jorge Zaverucha de tê-la assediado sexualmente.

Segundo a denunciante, o caso ocorreu no início da tarde do dia 26, quando a mulher foi até a sala do docente, no 14º andar do Centro de Filosofia e Ciência Humanas (CFCH) para receber uma orientação sobre seu mestrado em gestão pública. No local, diz a queixa, o cientista teria tentado segurar a mão da vítima e apalpado seus seios e nádegas. Nesse momento, a mulher teria se assustado, empurrado o professor e descido correndo pelas escadas, já que o elevador estava desligado por falta de energia elétrica no centro.

Ao chegar em sua sala chorando, outros funcionários da universidade chamaram a segurança do câmpus e a vítima relatou o ocorrido. "À noite, ela procurou a delegacia e formalizou a denúncia. O depoimento dela foi tomado na quinta e na sexta-feira. Quinta-feira, o marido da vítima foi ouvido", informou o advogado da mulher, José Felix de Lima Santos. A expectativa é que o professor seja intimado a comparecer à unidade policial ainda esta semana.

Contactado pela reportagem do JC por telefone, Jorge Zaverucha se disse surpreso com o teor da denúncia. "Não estava sabendo de nada disso. Essa situação não tem nenhum fundamento. Trabalho com o magistério há mais de 20 anos e nenhum dos meus alunos jamais insinuou esse tipo de coisa contra mim", assegurou. De acordo com ele, o encontro com a orientanda aconteceu sem nenhum tipo de assédio e que os dois desceram a escada juntos, sendo vistos, inclusive, por outras pessoas que passavam pela escadaria no mesmo momento.

Com a mudança na lei de crimes sexuais, constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso é considerado estupro.

A universidade informou, por meio da assessoria de imprensa, que abrirá processo administrativo disciplinar para apurar o fato.




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