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Onda de assaltos tem afastado bancários de agências

Em 2011, o Sindicato dos Bancários registrou 17 casos de profissionais que pararam as atividades por problemas psicológicos decorrentes de traumas durante o trabalho realizado em agências que foram assaltadas

Publicado em 03/02/2012, às 09h07

Do JC Online

A Polícia Civil registrou na manhã desta quinta-feira (2), o nono assalto a banco em Pernambuco este ano. Cinco homens roubaram a agência do Bradesco de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife e fugiram levando o dinheiro dos caixas e as armas dos vigilantes. O grupo assustou clientes e funcionários ao quebrar uma vidraça na saída da agência. A onda de assaltos tem causado o afastamento do trabalho de bancários e seguranças, traumatizados com a violência.

Em 2011, o Sindicato dos Bancários registrou 17 casos de profissionais que pararam as atividades por problemas psicológicos decorrentes de traumas durante o trabalho realizado em agências que foram assaltadas. Apenas em janeiro deste ano, 11 casos semelhantes já foram anotados.

“Em 60% das agências bancárias não existem os equipamentos básicos de segurança. Os funcionários estão em risco permanente, a todo instante. Os bancos lucram bilhões e não querem investir o mínimo para resguardar os empregados e clientes”, afirmou o diretor de Saúde do Trabalhador do Sindicato dos Bancários, João Rufino.
Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Pernambuco, Cassiano de Souza, a insegurança nos bancos só vai mudar quando os clientes exigirem melhorias. “A maior parte das agências tem apenas dois vigilantes. Na hora do almoço, apenas um homem fica de prontidão, enquanto o outro está se alimentando. Essa fragilidade constante só prejudica o usuário e facilita a vida do criminoso”, disse o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Pernambuco.

MEDO - "Tem dias que não consigo sair de casa. Vivo apreensivo desde que a agência na qual eu trabalhava foi assaltada. Eu era o tesoureiro. Quatro homens invadiram o banco e me obrigaram a abrir o cofre. A abertura tinha um retardo de 15 minutos e eles ficaram esperando com uma arma na minha cabeça. Dez dias depois, outro assalto. Não aguentei e tive um infarto. Desde então, não tenho sossego nem vontade de voltar ao serviço. Só quem passou por isso sabe o que é. Quando escuto essas notícias de gente sendo baleada na porta de um banco, o medo volta com tudo”, relatou um bancário de 40 anos, que preferiu não se identificar. Ele está afastado do trabalho para tratamento psicológico.

Até o fechamento desta edição, a Polícia Civil não tinha localizado os cinco homens que roubaram a agência do Bradesco de Abreu e Lima. O grupo fugiu em um carro de cor escura e marca não identificada.

Leia mais na edição desta sexta-feira (3) do Jornal do Commercio

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Comentários

Por Antõnio Paulo Miranda,05/02/2012

Até quando o cidadão terá de conviver com essa insegurança, não só nas agências bancárias, como nas vias públicas ,parques,etc.queremos que mudanças ocorram já e não apenas quando todos os turistas vierem nos visitar,para que assim eles tenham uma falsa impressão da nossa amada Recife.

Por erivleton,04/02/2012

violência em primeiro lugar, ninguém ver a educação ou saúde em destaque, só a violência

Por henrique,04/02/2012

o que falta é policial militar nas ruas fazendo rondas ostensivas para pelo menos intimidar,a turma ta assaltando agência bancária na maior cara de pau...Governador cade a polícia na rua? PELO AMOR DE DEUS,PERNAMBUCO ESTA UM CAOS

Por Robson ,04/02/2012

Os banqueiros resistem para não investirem em segurança para seus funcionários e clientes. Então só nos cabe comunicar aos Ladrões que eles não terão nenhuma resistência, por parte dos funcionários ou dos vigilantes das agencias, para completarem seu serviço, pelo contrário, terão toda a colaboração possível. Só pedimos que nos deixem com as nossas também sofridas vidas. Os bancários das agências são verdadeiros missionários, pois além dos já conhecidos assédios psicológicos para cumprimento de metas e atendimento das broncas dos clientes, agora se vêm envolvidos em mais esse drama psicológico da violência em seu local de trabalho.

Por ROBERTO ,03/02/2012

Quem paga o preço autíssimo é o cidadão pernambucano

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