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Agreste

Novos depoimentos acrescentados ao inquérito no caso do promotor

Entre os interrogados estão o ex-namorado de Mysheva Martins e uma possível testemunha ocular do homicídio

Publicado em 21/10/2013, às 22h29

 / Foto: Guga Matos/JC Imagem

Foto: Guga Matos/JC Imagem

Da Editoria de Cidades

Na tentativa de fortalecer o inquérito que apura o assassinato do promotor Thiago Faria Soares, duas possíveis testemunhas do assassinato do promotor, uma delas ocular, prestaram depoimento na noite desta segunda-feira (21) na Delegacia de Águas Belas. Uma mulher que reside próximo ao local do crime, nas imediações da PE-300, foi uma das ouvidas pelos delegados Salustiano Albuquerque e Rômulo Holanda. Bastante assustada, a mulher conversou rapidamente com a imprensa e disse que apenas ouviu um forte estrondo no dia do assassinato, como um pneu de carro estourando. A segunda testemunha, um homem que fazia lotação para Itaíba, teria passado no local no momento do crime e desembarcado um passageiro, que era conhecido de Mysheva Martins e ajudou a socorrê-la.

O depoimento mais esperado, entretanto, foi o do ex-namorado de Mysheva, o empresário Glécio Oliveira, com quem a advogada namorou antes de ser envolver com o promotor. Havia informações de que Glécio Oliveira teria emprestado R$ 100 mil para que ela arrematasse os 25 hectares da Fazenda Nova que foram a leilão. Ele e a família são donos de uma rede de planos de assistência funerária Santa Terezinha, com casas funerárias em Manari e Arcoverde (Sertão) e em Caruaru (Agreste). Glécio já tinha adiantado ao JC, pelo irmão, o também empresário Gledson Oliveira, que não tinha feito nenhum empréstimo a ex-namorada. E, hoje, ratificou a informação oficialmente à polícia.

Ele saiu da delegacia sem falar com os jornalistas. Mas o advogado do empresário, Jame Santos, detalhou o depoimento dele. “Glécio nunca emprestou dinheiro algum a Mysheva. Essa possibilidade não existiu, até porque ele não tinha dinheiro para isso. Ele e Mysheva tinham terminado a relação há mais de dez meses, Glécio já tinha um novo relaconamento. Mysheva também não pediu dinheiro algum a ele”, explicou o advogado. Glécio Oliveira teria afirmado à polícia que nem sequer conhecia o promotor. “Por isso nunca ouve briga entre os dois, muito menos ameaças. Eles nunca sequer se falaram”, disse o advogado.

À tarde, Jandira Cruz Ubirajara, mulher do fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, principal suspeito de ser o mandante da morte do promotor, prestou depoimento por mais de quatro horas. Ela voltou a garantir que o marido e o irmão (o agricultor Edmacy Ubirajara, preso no Recife) são inocentes e que José Maria estava com ela durante o crime. “Mysheva precisava de um culpado para a morte do noivo e resolveu incriminar meu marido e meu irmão por causa da disputa judicial das terras da Fazenda Nova. Como ela conseguiu identificar meu irmão no meio daquele tiroteio, eu não sei. Ela realmente tem interesse em prejudicar minha família, mas quem não deve não teme e a justiça vai ser feita”, disse.

Jandira afirmou, ainda, não saber onde o marido está escondido. Um dos advogados da família, Luiz Jardim, disse que hoje estará apresentando formalmente na Delegacia de Águas Belas as imagens e a relação de testemunhas que podem comprovar que Edmacy Ubirajara estava na cidade no dia do crime e, não, na PE-300, onde o promotor foi morto. “Acredito que diante do que vamos apresentar, a própria polícia vai pedir a revogação da prisão temporária. Se a polícia não o fizer, o Ministério Público, que acompanha todos os depoimentos, o fará”, apostou.




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