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ATAQUES A BANCOS

Em Brasília, Carreras não comenta ataque a Porto de Galinhas nas redes

Secretário de Turismo está em Brasília; ele pediu licença do cargo de secretário para votar na eleição da Câmara

Publicado em 03/02/2017, às 12h03

No Facebook, Felipe Carreras descreveu suas atividades recentes em Brasília / Foto: Reprodução
No Facebook, Felipe Carreras descreveu suas atividades recentes em Brasília
Foto: Reprodução
JC Online

Atualizada às 12h23

O secretário de Turismo de Pernambuco, Felipe Carreras, ainda não se pronunciou nas redes sociais após o ataque desta sexta-feira (3) a duas agências bancárias de Porto de Galinhas, uma das praias mais conhecidas do Estado. Ele pediu exoneração do cargo para retomar o mandato de deputado e votar na eleição da Câmara, que aconteceu nessa quarta-feira (1º), e volta para o Recife hoje.

Algumas horas após a ação de criminosos em Ipojuca, a única publicação no Facebook do secretário destaca as atividades dele nos últimos dias em Brasília. "Uma semana intensa. Assim poderia resumir os últimos quatro dias como deputado federal, aqui em Brasília. Participei da votação para escolher a liderança da bancada do partido e a presidência da câmara. Além disso, aproveitei a oportunidade para apresentar oito projetos de lei voltados para as áreas do turismo, aviação, esportes e ciclomobilidade", diz um trecho do post.

A Secretaria de Turismo foi contatada e informou que não vai se pronunciar sobre os ataques a bancos de Porto de Galinhas por se tratar de um caso de polícia.

Dois bancos são alvo de explosão em Porto de Galinhas

De acordo com informações da polícia, entre 18 e 20 homens fortemente armados explodiram o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, por volta das 2h45. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio provocado pelo grupo atingiu nove lojas de uma feirinha de artesanato na Rua Beijupirá. Ninguém ficou ferido. Além das explosões, o grupo efetuou diversos disparos em diversos imóveis, incluindo uma pousada e o núcleo policial, e espalhou grampos pela estrada antes da fuga em dois carros.

Pelo menos cinco carros, sendo três viaturas, foram atingidos por tiros. De acordo com o chefe de comunicação da Polícia Federal, Giovani Santoro, a agência da Caixa, primeira a ser atacada durante a ação, havia sido abastecida nessa quinta-feira (2). "A informação dada pelos representantes da Caixa é de que os terminais tinham sido abastecidos ontem. Eles não explodiram terminais eletrônicos, levaram apenas o dinheiro do cofre, uma quantia menor do que a que estava nos terminais. O que a gente percebe é que com certeza eles tinham informação privilegiada".

O delegado seccional de Porto de Galinhas, Alberes Félix, afirmou que nunca tinha visto uma investida contra bancos dessa proporção. "A quantidade de explosivo foi desproporcional. Nesse tempo todo de polícia eu nunca vi destruição tamanha". Ele também destacou que a força-tarefa responsável já começou a investigar o caso. "A força-tarefa que tem a função de investigar esses ataques a bancos ja iniciou as investigações, a perícia já foi feita. Esperamos em breve prender todos esses elementos.

Moradores e turistas assustados em Porto de Galinhas

Uma mulher que trabalha no local descreveu o pavor que sentiu durante a ação dos mais de 15 criminosos. "Senti muito medo, pensei que ia morrer, fiquei muito nervosa. Trabalho aqui e nunca tinha visto isso".

Outra mulher, uma turista que veio da cidade de São Paulo chegou a passar uma hora trancada no banheiro com a família com medo dos bandidos. "Eu fugi de São Paulo com medo de violência. Nunca vi isso na minha vida, foi uma coisa de filme. Estou até agora com o barulho dos tiros no meu ouvido".


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