Jornal do Commercio
Caso Mirella

Mãe do comerciante Edvan Luiz desabafa: ''Meu filho não é um monstro''

Edvan Luiz é suspeito de ter matado a fisioterapeuta Tássia Mirella. Em entrevista, a mãe do acusado lamenta que ele seja visto como um monstro

Publicado em 20/04/2017, às 08h02

Zilda Cordeiro, mãe do comerciante Edvan Luiz, defende o filho das acusações de assassinato e estupro / Foto: Felipe Vieira/Especial para o JC Imagem
Zilda Cordeiro, mãe do comerciante Edvan Luiz, defende o filho das acusações de assassinato e estupro
Foto: Felipe Vieira/Especial para o JC Imagem
Da Editoria Cidades

Duas semanas depois do assassinato da fisioterapeuta Tássia Mirella de Sena Araújo, 28 anos, a mãe do comerciante Edvan Luiz da Silva, suspeito de ter cometido o crime, falou pela primeira vez com a imprensa. Na manhã desta quinta-feira (20), a dona de casa Zilda Cordeiro disse que acredita na inocência do filho. "Eu preciso mostrar que ele tem alguém, meu filho não é um monstro", desabafou para repórteres em entrevista coletiva.


O crime aconteceu em 5 de abril num flat em Boa Viagem, onde a fisioterapeuta morava. Edvan Luiz, 32,era vizinho da vítima. Ele é acusado de violentado e matado Tássia Mirela, foi preso pela polícia e continua detido no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. "Não acredito que ela tenha capacidade para isso, ele não é um monstro, é uma bênção de Deus", reforça Zilda Cordeiro.



ORAÇÕES


Ela disse que ficou sabendo que o comerciante era o principal suspeito do homicídio por volta das 18h da quarta-feira, 5 de abril, por uma das suas filhas. A polícia encontrou a fisioterapeuta despida e morta, no flat, pela manhã. "Ela falou assim: sustenta o coração que a senhora vai sofrer. Quando ela falou, eu desmoronei", declara. "Eu sinto muito pela família de lá. Nas minhas orações, eu oro pela família de lá", acrescenta, referindo-se aos parentes de Mirella.


Zilda Cordeiro vai se encontrar com o filho pela primeira vez, depois da prisão, no próximo domingo (23). "Não me deixaram falar com ele ainda. Estou pedindo forças a Deus, orando, para ver o que vou falar com ele. Não quero machucá-lo. Ele não é um monstro. É um menino maravilhoso e bom. Apoio ele até o fim"

Veja a entrevista completa da mãe de Edvan 


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Comentários

Por Isadora Bolcont,20/04/2017

A repórter pergunta a mãe como ele era, psicopata por acaso se mostra ruim? Cada pergunta que fazem e a moça lá, a vítima, a família da vítima será que está sofrendo ou somente os pais do assassino? A religião é o ópium do povo, como se protestante fosse santo. Preparem $$$$$$$$$$ para os advogados.

Por Rifka Naomi de Castro Fonseca,20/04/2017

Sou mãe e penso igual ao Sr. Potifar. Se um filho meu fosse bandido , eu seria a primeira a denunciar. O que eu não quero para mim, não dou aos outros . JAMAIS ficaria ao lado de um filho bandido. Ele morreria para mim. Não o perdoaria e faria tudo para ele apodrecer na cadeia.

Por Wilson Rodrigues da Luz Rodrigues,20/04/2017

É uma tristeza imensa, tanto no coração da mãe do monstro, como no coração da mãe da vítima. Muito pais, criam seus filhos doente, mas não enxergam a doença do filho. Esse monstro, quando era criança tinha uma conduta diferente, só que os pais, não enxergam, não ligam. Quando adolescente a doença desenvolveu com mais intensidade, só que os pais, nunca observaram o desvio de conduta do seu filho. É lógico, que o filho sempre trata os pais, com respeito, com delicadeza. É necessário dizer, que dependendo da situação que esse cidadão vivia, se c om stress, ou dificuldade outras, em determinado tempo entra em crise., e reagem agredindo os outros, inclusive cometendo crimes, dependendo da situação.

Por Wilson Rodrigues da Luz Rodrigues,20/04/2017

é lamentável, é triste, mas o crime é verdadeiro. Tudo isso acontece, porque o povo, não procuram viver em comunhão com o senhor DEUS. Muitas pessoas frequentam Igrejas, mas o coração é de pedra, não cultivam os ensinamentos do senhor no seu coração. Viver distante de DEUS, é terrível, pois, deixam a porta aberta, para receber o inimigo. Cidadão amigo, procurem fazer amizade com o senhor DEUS, procurem cultivar o amor no seu coração.

Por Wilson Rodrigues da Luz Rodrigues,20/04/2017

É muito triste e doloroso, para uma mãe admitir que teve e criou um filho monstro. Todo criminoso, após cometer o crime, é inocente, é um anjo, é um filho maravilhoso. Entretanto, para quem perdeu um entre querido, é um desastre, é muito sofrimento, é uma tristeza sem fim, principalmente em saber, que que o seu entre querido, não volta mais. Que DEUS, que perdoa tudo, que tenha compaixão dessa alma sebosa, que tenha compaixão desse demônio, que Dona Zilda Cordeiro criou, mas na prisão, ele vai ter o troco.



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