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Operação Hestia

Polícia desarticula quadrilha comandada por mãe e filhos na Mata Norte

Uma mulher foi apontada pela polícia como líder de uma quadrilha envolvida com tráfico de drogas e homicídios. Ela atuava junto com os quatro filhos.

Publicado em 13/09/2017, às 15h02

As investigações foram realizadas pela 16ª Delegacia de Homicídios da 3ª Divisão de Homicídios do Agreste, com auxílio do Núcleo de Inteligência da Mata Norte / Foto: Guga Matos / JC Imagem
As investigações foram realizadas pela 16ª Delegacia de Homicídios da 3ª Divisão de Homicídios do Agreste, com auxílio do Núcleo de Inteligência da Mata Norte
Foto: Guga Matos / JC Imagem
JC Online

Uma mulher chamada Edna, de idade e sobrenome não divulgados, foi apontada pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (13), como a líder de uma quadrilha envolvida com homicídios, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e roubo qualificado. A informação foi divulgada em um balanço preliminar sobre a "Operação Hestia", na Delegacia Seccional de Goiana, na Zona da Mata Norte do Estado, onde foi revelado que a mulher atuava junto com seus quatro filhos e com a irmã.

De acordo com o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Joselito Kehrle, a atuação dos integrantes da quadrilha se dava com base no tráfico de drogas, com penetração sobretudo na Zona da Mata Norte de Pernambuco. "Era uma organização bastante articulada, eles já estavam partindo para o Grande Recife, atuando em Jaboatão dos Guararapes", informou, enfatizando que durante os quatro meses de monitoramento da polícia, houve uma capitalização muito grande dos membros.

Segundo o delegado, os números de homicídios na Mata Norte vinham aumentando e o grupo é suspeito de participação em 23 deles. "Conseguimos evitar três assassinatos de traficantes rivais que foram presos no curso da investigação", revelou. Dos 22 mandados de prisão preventiva expedidos, 20 foram cumpridos ainda nesta manhã. Seis suspeitos estavam dentro de unidades prisionais e dois permanecem foragidos.



A polícia está ofertando colaboração premiada aos envolvidos, no intuito de conseguir individualizar as condutas dos suspeitos. "Visto que a atuação não se limitava ao tráfico de drogas, mas também era feita uma agiotagem com o dinheiro capitalizado através do tráfico, decidimos ofertar a delação premiada aos alvos em seus depoimentos", afirmou Kehrle. Caso a delação não ocorra, eles responderão pela individualização da conduta que a polícia conseguiu enxergar nos últimos quatro meses.

Ação

Esta é a 33ª operação deste tipo em 2017. As investigações foram realizadas pela 16ª Delegacia de Homicídios da 3ª Divisão de Homicídios do Agreste, com auxílio do Núcleo de Inteligência da Mata Norte. Cerca de 105 policiais civis atuaram nas investigações.


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