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DECISÃO JUDICIAL

Caso de ex-policial suspeito de causar acidente fatal vai a júri

Colisão aconteceu em novembro de 2012; o ex-cabo e outro homem estavam no veículo que bateu em motociclista na Avenida Recife

Publicado em 17/05/2018, às 16h12

Júri vai decidir quem dirigia o veículo no momento do acidente. / Foto: Divulgação / CTTU
Júri vai decidir quem dirigia o veículo no momento do acidente.
Foto: Divulgação / CTTU
JC Online
Com informações da TV Jornal

O caso de um ex-cabo da Polícia Militar de Pernambuco que se envolveu em um acidente automobilístico fatal na Avenida Recife, bairro de Areias, Zona Oeste do Recife, vai a júri nesta quinta-feira (17). A 4ª vara do tribunal do júri do Fórum São Tomaz de Aquino receberá o caso, que aconteceu em novembro de 2012.

Imagens da colisão, captadas pela Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), foram exibidas no julgamento. Um carro colidiu com uma motocicleta no cruzamento da Avenida Recife com a Rua Dom Hélder. Rafael Borborema, de 22 anos, conduzia a motocicleta e morreu no local. Não se sabe quem dirigia o veículo onde estavam o então cabo Walbert Antônio Matos de Oliveira e o funcionário público Ednaldo Roberto de Melo Júnior, que bateu na moto.

Por conta dessa informação omitida, ambos os ocupantes do carro foram indiciados por homicídio doloso, onde se assume a possibilidade de matar. Eles não fizeram o teste do bafômetro, mas apresentavam sinais de embriaguez. Eles estavam aguardando o julgamento em liberdade. Dois outros homens, Rafael Castro e Felipe Castro, também estavam no carro, mas desceram momentos antes do acidente.

Na ocasião, Walbert, Ednaldo, Rafael e Felipe estavam voltando de um show que aconteceu no Cabanga Iate Clube, Zona Sul do Recife. No primeiro momento, Walbert conduzia o veículo. Os irmãos Castro pediram para descer do carro por volta das 4h10 da manhã, após uma manobra imprudente do condutor nas imediações do Largo da Paz, em Afogados, Zona Oeste do Recife. Essa descida foi 40 minutos antes do acidente acontecer.



Os irmãos estavam subindo em um ônibus ainda no bairro de Afogados quando viram Ednaldo e Walbert trocarem de lugar na direção. Os envolvidos admitem terem ingerido dois litros de uísque no show, juntos. A defesa dos réus coloca Ednaldo como condutor do veículo na hora do acidente. Já para o Ministério Público, o ex-policial é quem dirigia. O júri irá decidir quem estava no volante no momento da colisão.

Relembre

Após o acidente, o condutor subiu em um ônibus, fugindo do local. Por coincidência, era o mesmo coletivo no qual os irmãos Castro haviam subido anteriormente. Os irmãos desceram do ônibus e ficaram no local, vendo que o veículo onde estavam há poucos minutos havia causado um acidente. Dois policiais militares chegaram no local após a colisão. Testemunhas afirmaram que avisaram aos PMs que Ednaldo estava fugindo.

No dia seguinte, Ednaldo Roberto de Melo Júnior afirmou que estava dirigindo o carro de Walbert quando a batida aconteceu. Ele relatou que fugiu do local com medo ser linchado por populares. Na ocasião, a polícia não aceitou a versão de Ednaldo.


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