Muitos pais levaram os filhos menores de cinco anos, neste sábado (18), à Policlínica Albert Sabin, na Tamarineira, Zona Norte do Recife, para atualizar a carteira de vacinação, no dia “D” da campanha nacional que segue até 24 deste mês, exceto neste domingo (19). Embora não exista um número fechado, pelos cálculos do Programa Estadual de Imunização, cerca de 10% das crianças do Estado, na faixa etária de cobertura, estão com doses em atraso. Ao todo, estão disponíveis 11 vacinas que protegem contra 15 moléstias, em média, nos 2,3 mil postos de saúde do Estado. O comparecimento dos pais no primeiro dia atendeu às expectativas da Secretaria de Saúde do Recife.
“Como a cobertura vacinal do Recife é grande, acreditamos que somente entre 5% e 10% das crianças da capital não estejam com a carteirinha em dia”, disse Elisabeth Azoubel, coordenadora do Programa Municipal de Imunização. Ela atribuiu o comparecimento maciço dos pequenos, que até formaram fila na porta do consultório, à divulgação e à conscientização dos pais. A arquiteta Tatiane Rabelo, por exemplo, aproveitou a folga do sábado para levar os filhos Dário e Lara, de cinco e três anos de idade, ao Albert Sabin. “As vacinas deles já estavam atrasadas”, admite. O menino tomou a DPT (contra difteria, tétano e coqueluche) e a pequena se imunizou contra a gripe.
Como as demais crianças presentes, nenhum dos dois parecia muito assustado porque foram devidamente distraídos por um animado grupo de voluntários da ONG Anjos da Enfermagem, autores de muitas brincadeiras. Bichinhos, balões e algodão doce calaram o choro dos mais nervosos e facilitaram o trabalho dos técnicos.
Duas novas vacinas estão sendo introduzidas na campanha. A pentavalente substituirá a tetravalente, reunindo em uma só dose proteção contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo B (meningite e outras doenças bacterianas) e hepatite B. Outra novidade é a vacina injetável contra a poliomielite. A partir de agora, crianças que nunca foram imunizadas irão tomar a primeira injeção aos dois meses e a segunda aos quatro meses, com a vacina feita a partir do vírus inativado. Já a terceira dose (aos seis meses) e o reforço (aos quinze) continuam sendo ministradas no velho estilo Zé Gotinha, por via oral. Elisabeth Azoubel explica que a dose injetável dá mais segurança e é mais usada em países desenvolvidos. Mas, enquanto a pólio não for erradicada no mundo inteiro (o Brasil não registra caso desde 1989), o Ministério da Saúde continuará utilizando a forma oral. Ela aumenta a imunidade populacional contra o risco de introdução de poliovírus selvagem através de viajantes de países onde a moléstia ainda faz vítimas.
Quem não conseguir atualizar a carteira de vacinação dos filhos durante a campanha pode procurar qualquer posto de saúde depois. As doses continuarão a ser oferecidas. No Recife, informações sobre endereço das unidades de saúde podem ser obtidas pelo serviço 0800 2811520.
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